Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 25/04/2021
A Constituição federal de 1988 garante a todos os cidadãos brasileiros o direito à igualdade e ao bem-estar social. Entretanto, considerando os desafios para o combate ao capacitismo no Brasil, percebe-se que a premissa exposta está em descompasso com a realidade. Dessa forma, tal empecilho advém de fatores como a ineficiência do Estado, além das falhas deixadas pelo sistema educacional em prol da igualdade social, logo, são necessárias mudanças para reverter esse cenário.
Conforme supracitado, é fulcral pontuar que as falhas dos poderes públicos são fatores que impulsionam essa problemática. Sob esse viés, Aristóteles, filósofo grego, disse que a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. Com isso, nota-se que as existentes lacunas nas políticas públicas no que tange a inserção dos deficientes na sociedade rompe com esse dito, visto que o Estado não cumpre seu papel de maneira eficaz, devido a isso, muitas vezes, ficam à mercê da sociedade, sem oportunidades de desenvolvimento do potencial profissional e acadêmico, o que corrobora para o fortalecimento da ideia preconceituosa de incapacidade. Diante disso, é inegável que as ações postas em prática não têm sido suficientes para extirpar essa adversidade da sociedade.
Além disso, a pouca participação das escolas em relação a esse combate é outro fator que retarda a resolução do problema. Nesse sentido, Tomás de Aquino, filósofo italiano, disse que todas as pessoas de uma sociedade democrática devem ser tratadas com a mesma importância. Partindo desse pressuposto, constata-se que a carência de meios de conscientização sobre a importância da inclusão para aqueles que precisam diverge do que é defendido pelo filósofo, uma vez que, segundo dado do Censo Escolar, apenas 26% das escolas públicas são acessíveis aos condutores de défices, condição que contribui para a desigualdade social. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa situação de forma urgente.
Fica claro, portanto, que são fundamentais mudanças aptas para mitigar tal impasse. É preciso que o governo, em parceria com a mídia, grande difusora de informações, incentive a igualdade e a solidariedade aos deficientes, por meio de campanhas de conscientização em canais abertos de televisão, a fim de que a concepção de capacitismo possa ser diminuída. Ademais, cabe ao Ministério da Educação a construção de projetos que almejem melhorias das instituições de ensino, com objetivo de que todos possam ser integrados nesse ambiente. Somente assim, o que está na Constituição será realmente cumprido.