Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 27/04/2021

O jornalista Gilberto Dimenstein, ao produzir a obra “Cidadão de Papel”, afirmou a consolidação de uma sociedade democrática exige a garantia dos direitos fundamentais de um povo. No entanto, ao observar a questão dos desafios para o combate ao capacitismo no Brasil, constata-se que esse direito tem sido pragmaticamente assegurado na prática. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: a falta de oportunidade no mercado de trabalho e a exclusão das pessoas com deficiência nas instituições de ensino.

Primeiramente, é indubitável que existe uma desigualdade gigantesca em relação ao mercado de trabalho brasileiro, em vista que a maioria das oportunidades está localizada nos grandes centros urbanos. Segundo dados do portal G1, cerca de 60 milhões de pessoas que têm algum tipo de deficiência física, mental, intelectual ou sazonal e que estão sendo vítimas de intolerância, refletindo em menores condições de igualdade e oportunidade na sociedade. Conquanto, evidencia-se a falta de acessibilidade no mercado ocupacional trabalhista e a insuficiência das leis que protegem as pessoas com necessidades especiais.

Ademais, é notória a exclusão dos alunos especiais nas instituições de ensino como impulsionadora da problemática. Dessa forma, Albert Einstein, físico teórico alemão, disse: “O meu ideal político é a democracia, para que todo o homem seja respeitado como indivíduo e nenhum venerado”, demonstrando uma das estratégias para resolver o capacitismo, em vigor até hoje, essa estratégia é utilizada por diversos criminosos, com o intuito de praticar o preconceito social e discriminar pessoas com deficiência. Sendo assim, é incontrovertível que os desafios para o combate ao capacitismo não só aterrorizam as pessoas necessitadas, mas a população no geral.

Em vista dos fatos supracitados, torna-se imprescindível a adoção de medidas que venham acabar com a questão das dificuldades no combate ao capacitismo no Brasil. Destarte, cabe ao Ministério da Educação(MEC), em parceria com empresas privadas, incentivar a criação de projetos educacionais nas escolas, possibilitando a socialização organizacional de pessoas com deficiência, por meio de campanhas contra as atitudes preconceituosas da população, com a finalidade de que os indivíduos tenham um comportamento livre no convívio social. Somente assim, o conflito vivenciado será gradativamente erradicado no país.