Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 29/04/2021
O filme “A Teoria de Tudo” retrata o astrofísico Stephen Hawking, a importância de seu trabalho e a luta contra a doença do neurônio motor, esclerose lateral amiotrófica (ELA). Hawking é apenas uma das muitas pessoas com deficiência (PcD) que enfrentou dificuldades para provar as suas habilidades, em razão de atitudes capacitistas. Nesse sentido, a desinformação sobre as aptidões das PcD e o preconceito intrincado na sociedade são desafios para combater essa problemática no Brasil. Dessa forma, são relevantes estratégias para superação desses obstáculos, em nome de uma maior inclusão dos indivíduos com deficiência.
A princípio, é fato que o preconceito é um dos inúmeros impasses que impedem o combate do capacitismo. Nesse contexto, o psicanalista Antonio Quinet, em seu livro “Um olhar a mais”, defende que a sociedade contemporânea é mediada pelo olhar. Sob essa ótica, o olhar discriminatório da sociedade sobre as PcD, associa a deficiência à incapacidade e minimiza as aptidões dos indivíduos, o que leva a uma estigmatização, visto que há uma imposição pela sociedade de um padrão em que as pessoas não possuem nenhum tipo de deficiência. Assim, as pessoas com deficiência podem desenvolver uma falta de confiança e baixa autoestima, pois criam uma visão de que a deficiência é algo a ser corrigido.
Outrossim, a desinformação da sociedade sobre as aptidões dos PcD é um outro fator que dificulta a luta contra o capacitismo. Sob esse prisma, o filósofo John Locke, em sua teoria da Tabula Rasa, afirma que o homem é uma folha em branco a ser preenchido por experiências ao longo da vida. Analogamente, os brasileiros ainda precisam completar essa página, visto que desconhecem, por vezes, as habilidades das PcD. Isso porque muitos ainda tratam a deficiência como doença, além de olhar a pessoa como um exemplo de superação, o leva muitos a enxergarem a PcD como um diagnóstico e a ignorarem o fato de que a deficiência é uma característica da pessoa. Posto isso, devido à necessidade constante de provar suas habilidades e capacidades, surge um estresse na vida dessas pessoas, o que culmina em falta de oportunidade e representatividade.
Depreende-se, portanto, que o preconceito e a desinformação são impasses que impedem o combate ao capacitismo. Logo, é basilar, que o Ministério da Educação, promova campanhas por meio dos aparelhos midiáticos, sobre as consequências do capacitismo na vida dessas pessoas com orientações sobre a as aptidões dos indivíduos desficientes, assim como um afloramento do respeito com os PcD, com o fito de mitigar os desafios vivenciados por essas pessoas.