Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 05/05/2021
No Brasil contemporâneo, percebe-se um intenso preconceito enraizado, fruto do desconhecimento, sem maldade, na maioria das vezes, sobre o indivíduo portador de deficiência. Tal problema, associa-se à falta de acessibilidade, principalmente, no transporte público, atrelados à falta de oportunidades que o deficiente precisa enfrentar. De fato, o capacitismo está atrelado ao ato de julgar o outro incapaz de realizar certo trabalho ou exercer atividades que pessoas “normais” realizam.
No livro “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, de Machado de Assis, é possível perceber um certo preconceito sobre a personagem Eugênia, que apesar de ser linda é coxa-Trecho do Livro: “Linda! Mas Coxa”-Durante todo o livro, o autor deixa bastante explícito sobre a deficiência da personagem, o que a torna para ele menos atraente. Apesar de se tratar de um romance, o livro Memória Póstumas de Brás Cubas, evidencia uma problemática tão comum no século 21, no qual, o preconceito e a falta de investimentos, principalmente, nos transportes públicos acarreta em sérios problemas de exclusão acessibilidade e torna as relações mais problemáticas.
Além disso, destaca-se o enfraquecimento do Estado no que se refere ao interesse de buscar medidas efetivas para a equidade das oportunidades de emprego, maiores acessos à vagas nas universidades e em estabelecimentos públicos e privados. O processo de capacitação da sociedade é lento, mas não é impossível, deve ser planejado de forma eficiente a fim de garantir as melhores condições possíveis para todos. Hoje em dia, a deficiência vai além de uma má formação de um membro, se dá no combate das barreiras sociais impostas pela sociedade. Teorias como a Eugenista, que defende a superioridade do ser em relação aos outros, devem ser moldadas aos poucos, frases como - Se ele consegue, até eu consigo- são exemplos de capacitismo e discriminação social.
Embora o Governo Federal invista em programas como Pró-Transporte, Incluir, Escola Acessível, ainda percebe-se a ineficácia do Estado, pois são necessárias políticas públicas que permitam maiores acessos a rampas de shoppings e supermercados, calçadas e praças com pisos táteis para pessoas cegas, aumento da frota de ônibus com acesso para cadeirantes. Ademais, são indispensáveis investimentos em campanhas publicitárias nas mídias sociais com o intuito de conscientizar a população sobre comentários inapropriados à deficiência do outro e buscar meios de incentivar a contratação de pessoas com deficiência, inicialmente, deve-se começar com as instituições privadas. Dessa forma, será possível aos poucos combater o desconhecimento sobre o capacitismo no Brasil.