Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 05/05/2021
Em Esparta, ao nascer, as crianças eram examinadas e caso tivessem alguma deficiência elas eram jogadas de um penhasco, já no século 19, os deficientes eram exibidos em show de aberrações. Por esses motivos, perdurou-se uma cultura capacitista onde os PcD’s eram vistos apenas como inválidos e dignos de pena. Assim, é licito afirmar que a falta de inserção social no mercado de trabalho e a falta de representatividade na mídia são os maiores obstáculos ao combate ao capacitismo.
Atualmente, verifica-se que apesar de existirem leis de benefício para deficientes, como vagas preferenciais, elas são, na maioria das vezes, inflingidas e isso é só a ponta do iceberg. De acordo com uma pesquisa feita pelo IBGE em 2015, apenas 1% dos deficientes brasileiros está no mercado de trabalho e que muitas empresas não só têm relutância em contratar PcD’s como preferem pagar multas pela falta deles. Portanto, fica claro que ainda há a ideia de que deficientes não podem ser bons profissionais e apesar de existentes, as Leis de Cotas não são rigidamente fiscalizadas e punidas, criando assim, mais uma barreira para inclusão dessas pessoas.
Além disso, dificilmente encontram-se boas representações de pessoas deficientes na na mídia. Seja em um filme, seja numa novela ou propaganda, quase sempre são retratadas de forma deprimente, dependente ou então de uma forma não-natural. Quase sempre, a deficiência é colocada como um traço de sua personalidade, como se toda a essência do indivíduo se resumisse àquela condição. Dessa forma, a mídia se fecha para a possibilidade de explorar novas jornadas de tais indivíduos e mais uma vez reforça e enraiza o capacitismo na sociedade.
Por conseguinte, fica claro que a o Ministério de Trabalho deve enrijecer a fiscalização sobre as empresas e aumentar progressivamente o valor das multas aplicadas, a fim de forçar as empresas a aumentar o número de PcD’s no mercado de trabalho. Por outro lado, a longo prazo, é necessário que a mídia tenha uma maior consciência na hora de representar personagens deficientes, para que seja o mais fidedigno e natural possível, de forma a dismistificar os esteriótipos que os cercam.