Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 12/05/2021
De acordo com a Constituição federal de 1988, em seu artigo 6°, todos os indivíduos possuem o direito a igualdade. Conquanto, quando se observa o capacitismo nas relações sociais entre os cidadãos brasileiros, é notório tomar consciência de que grande parcela da população não usufrui desse direito. Diante dessa perspectiva, evidencia-se a ausência da inclusão social, mas também a negligência governamental como fatores que favorecem esse quadro.
É elementar que se leve em consideração a negligência da inclusão social como fator motivador para o capacitismo do indivíduo. Segundo a fonte de pesquisas InformaBrasil, 15% dos cidadãos que apresentaram alguma deficiência já sofreram exclusão social por não conter todos os cinco sentidos. Isto é, os sujeito são negligenciados e discriminados pela sociedade por não encontrarem-se no padrão ideal- ideal de corpo, aparência e personalidade-. Logo, a persistênciado preconceito acarretará a visão de inferioridade e incapacidade destes aos olhos da sociedade. sendo assim, tal situação influenciará no sentimento de não pertencimento e trará consequências relevantes para o cotidiano desses grupos como: problemas psicológicos.
Outrossim, é de extrema importância apontar a ausência dos orgãos governamentais na transmissão de informações como impulsionadora para exclusão dos deficientes no Brasil. Segundo o filósofo contratualista John Locke, o Estado viola o “contrato social”, visto que este não garante que todos os indivíduos possuem acesso as informações para combater o capacitismo. Diante dessa análise, a negliência de conhecimentos sobre o cotidiano desses grupos descriminalizados potencializa o preconceito sofrido por estes na sociedade brasileira, na medida em que esses são vistos como inferiores e classificados como invisíveis. Portanto, é incoerente que tais membros sejam marginalizados.
Impende, pois, medidas capazes de mitigar a problemática. Para isso, as escolas devem criar projetos concientizadores sobre indivíduos que apresentam deficiência, nos ambientes escolares e públicos- praças- como palestras conhecidas como" Diga já para a inclusão", com finalidade de evitar que futuros grupos sejam discriminados. As prefeituras, em parceria com a mídia, devem elaborar campanhas meticulosas sobre deficientes, por meio da transmissão em diferentes mecanismos comunicacionais- rádios, televisão-, com fito de transmitir conhecimento sobre esses cidadãos, assim, reduzirá o sentimento de invisibilidade que estes são sujeitos todos os dias. Desse modo, o Brasil será mais justo.