Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 18/05/2021

São Tomás de Aquino defendeu que todas as pessoas precisam ser tratadas com a mesma importância. Porém, a questão do capacitismo contraria o ponto de vista do filósofo, uma vez que, no Brasil, o grupo de pessoas com deficiências são vítimas de discriminação constante. Nesse sentido, é preciso que estratégias sejam aplicadas para alterar essa situação, que possui como causas: legado histórico e sensação de superioridade.

A princípio, o legado histórico caracteriza-se como um complexo dificultador. De acordo com o pensamento de Claude Lévi-Strauss, só é possível interpretar adequadamente as ações coletivas por meio do entendimento dos eventos históricos. Nesse sentido, o capacitismo, mesmo que fortemente presente no século XXI, apresenta raízes intrínsecas à história brasileira, o que dificulta ainda mais sua resolução.

Outrossim, a sensação de superioridade ainda é um grande impasse para a resolução da problemática. A Teoria da Eugenia, cunhada no século XIX e utilizada como base do Nazismo, defende o controle social por meio da seleção de aspectos considerados melhores. De acordo com essa perspectiva, portanto, haveria seres humanos superiores, a depender de suas características. No contexto brasileiro atual, a noção eugênica de superioridade pode ser percebida na questão do combate ao capacitismo, cuja base é uma forte discriminação.

Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver esse problema. É necessário, portanto, que o Ministério da Cultura, em parceria com mídias de grande acesso, promova uma rede de propagandas e campanhas sobre a questão do combate ao capacitismo, a fim de destacar a importância da diversidade e divulgar canais de denúncia para casos de discriminação. Tais propagandas poderiam circular em paradas de ônibus das grandes cidades, assim como em canais de televisão, para atingir grande parte da população brasileira e romper com a mentalidade eugênica. Assim, os reflexos da Eugenia permanecerão nos livros de história, distantes da realidade brasileira.