Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 19/05/2021

No livro “O Extraordinário”, August Pullman é um menino que, devido a inúmeras cirurgias e complicações, tem o rosto desfigurado. Conforme a história se desenrola e August ingressa em sua primeira escola, é perceptível a discriminação sofrida por ele em razão de sua condição. Nos dias atuais, tal discriminação perdura na população brasileira, impedindo que muitas pessoas com deficiência (PcDs) se sintam incluídas na soiedade.

Em campanha feita em 2016, chamada de “#ÉCapacitismoQuando”, promovida na Internet por um gupro de amigos portadores de deficiência, usuários do Twitter expressaram o que sentiam e sofriam. Assim, milhares de pessoas puderam definir o capacitismo de seu próprio modo, como o internauta @juliandersson80, que digitou: “#Écapacitismoquando as pessoas me acham arrogante por não aceitar ajuda”. Em virtude disso, percebe-se uma constante luta contra o preconceito e pela inclusão nas mais diversas áreas sociais.

Constata-se que, em estudo feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no ano de 2010, cerca de 45 milhões dos brasileiros possuem algum tipo de deficiência, dos quais apenas 440 mil estão inserido no mercado de trabalho. Desse modo, nota-se uma rejeição de deficientes por parte de empresas, que supõem que um indivíduo cego ou surdo, por exemplo, é inválido para determinado cargo, o que dificulta a adaptação desse grupo na sociedade. Consequentemente, muitas pessoas desenvolvem uma visão equivocada a respeito das PcDs, aumentando os casos de capacitismo no país.

Dessa maneira, é essencial que haja uma interveção para solucionar os problemas mencionados. Portanto, é necessário que o Ministério da Cidadania promova campanhas e palestras a respeito do capacitismo, a fim de informar as pessoas sobre o desconforto passado por PcDs e evitar que milhões de brasileiros compartilhem da mesma triste realidade vivida por August Pullman.