Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 24/05/2021

No curta-metragem “O Circo das Borboletas”, de 2009, é retratado o preconceito para com pessoas deficientes e / ou para com pessoas que se diferem do padrão. Fora das telas, o curta carrega o teor social de um problema que faz muito presente na sociedade atual, o capacitismo, pois a população vê um corpo padrão como normal e subestima a capacidade e aptidão dos deficientes.

Primeiramente, conforme a Constituição Federal de 1988, todos são iguais perante a lei. Nesse sentido, o cientista Herbert Alexandre Galdino Pereira, diz que todos os que não permitem a inclusão social dos que foram excluídos da sociedade, contribuem para a descriminação, da violência e da desumanização. Visto que, mesmo esse preconceito, sendo retratado em mídias sociais, filme, séries, entre outros, a sociedade tende a “olhar torto” para pessoas que, elas próprias, julgam por serem diferentes. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), quase 25% da população do país têm alguma categoria de deficiência, ou seja, cerca de 45 milhões de pessoas tem sua capacidade diminuída por aqueles a sua volta, os tratando como coitados e incapazes de viverem.

Em uma segunda análise, no filme brasileiro “Hoje eu quero voltar sozinho”, conta a história de um adolescente cego, sendo tratado como diferente pelos seus próprios pais, na qual são super protetores, não o deixando viver sua própria vida, além de seus colegas que fazem ‘bullying’ com ele. O ‘bullying’ contra esse público costuma ser estimulado pela falta de conhecimento sobre as deficiências, e muitas vezes, alguns se fecham e não aprendem, dificultado ainda mais o combate ao capacitismo. Não há dúvidas de que todos possuem seus próprios obstáculos, seus  próprios problemas, e não se deve tratar alguém diferente por ter obstáculos que não se conhece, ninguém e menos capaz que alguém, todos somos iguais.

Logo, é preciso que as pessoas tomem consciência do quão problemático essa questão é. Tendo assim, que o Estado crie projetos que promovam a conscientização da empatia e do respeito a todos, ajudando com verbas governamentais, através de campanhas públicas, buscando assim, a tolerância e a contemplação de massas socialmente minoritárias. Somente assim, será possível fazer com que os shows de horrores antigos, que tratavam pessoas diferentes como aberrações e entretenimento, mostrado em “Circo das Borboletas”, deixe de estar presente no dia a dia da população brasileira, fazendo com que, os deficientes tenham plena dignidade de serem respeitados, contemplados e viverem suas vidas com equidade e com seu devido valor.