Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 17/05/2021

A série de televisão “The Good Doctor” narra as experiências de um médico americano que sofre de autismo e, apesar de ser julgado a todo momento por conta de sua deficiência, ele realiza suas tarefas com tanta precisão quanto seus colegas. Compreende-se que o capacitismo é uma forma de exclusão baseada na crença geral de que a deficiência de qualquer natureza torna o indivíduo afetado inferior ao seu semelhante em relação as suas capacidades.

Certamente tem-se a consciência que o capacitismo não é um problema exclusivo do período contemporâneo, já que a própria história mostra como eram discriminados e julgados aqueles que nasciam com algum tipo de deficiência, na maioria das vezes física. Vale ressaltar a famosa cidade grega de Esparta, que ficou conhecida pela sua sociedade cruel da qual jogava de penhascos os bebês ainda recém-nascidos que tinham algum problema evidente, expondo que o capacitismo já criava suas raízes que perpetuariam até os dias de hoje. Entretanto, durante o século IX, o famoso general viking Ivar, do qual sofria de uma deficiência física, mostrou-se capaz de dominar a Grã-Bretanha contrapondo a ideologia dos gregos de que um deficiente não seria capaz de ter um papel fundamental na sua sociedade.

Seguramente, o preconceito do capacitismo é mais considerável e afeta mais a vida daqueles que sofrem desses problemas quando se trata de trabalho. Devido ao preconceito criado desde os tempos da antiguidade, referente as pessoas deficientes por conta de suas limitações em alguns âmbitos, pode-se ver números baixíssimos de deficientes que possuem carteira assinada, de acordo com a Relação Anual de Informações Sociais. Ainda que a Lei de Cotas para Deficientes esteja em vigor e preveja que empresas com mais de 100 mil funcionários tenham pelo ao menos 2% de empregados que tenham alguma deficiência.

É notório que há dificuldade para mudar qualquer tipo de ideologia ou estereótipo criado através da história, porém, deve-se utilizar os mecanismos midiáticos para mostrar cada vez mais os feitos de pessoas como Anthony Hopkins, que sofre de asperger, escolas mostrando os feitos de pessoas como Antônio Francisco Lisboa ou do famoso Stephen Hawking, mostrando tanto aos adultos quanto aos jovens que a deficiência limita sim as pessoas em alguns quesitos mas não as faz mais inferiores ou incapazes do que os outros. Além disso deve ser oferecido pelo Ministério da Educação cursos anuais para professores da área para terem o treinamento necessário caso haja deficientes na sala de aula.