Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 24/05/2021
Contemporaneamente, no Brasil, o capacitismo tem se espalhado imensamente, principalmente e como exemplo em locais de trabalho, em que, o deficiente sofre discriminação desde a seleção para o emprego até a sua adequação ao ambiente de trabalho.
O capacitismo é praticado quando alguém define uma pessoa com deficiência como “aleijado” ou “inválido”. Ou seja, por falta de informações, as pessoas podem ter comportamento capacitista sem nem perceber.
De acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2010 (e revistos em 2018), 6,7% da população brasileira têm algum tipo de deficiência. São cerca de 14 milhões de brasileiros, um número expressivo. Mas, no dia a dia, não é difícil encontrar discursos e atitudes que reforçam a exclusão das pessoas com deficiência – e passam despercebidos pela maioria. Muitas pessoas ainda têm dificuldade de enxergar o racismo, o machismo e a LGBT e a transfobia no cotidiano, mas, como esses assuntos estão mais frequentemente na pauta, há avanços na conscientização, ainda que lentos. É preciso fazer o mesmo com o capacitismo.
Entretanto, essa é uma situação ainda muito enfrentada por profissionais com deficiência inseridos no mercado de trabalho que, apesar da Lei de Cotas garantir uma porcentagem mínima de contratação de PCDs em empresas com mais de 100 funcionários, estima-se que, do total de 45,6 milhões de brasileiros que possuem algum tipo de deficiência (seja física, visual, intelectual, auditiva, mental, múltipla ou surdocegueira), apenas 1% está no mercado de trabalho.
Contudo, é fundamental trabalhar o conceito de capacitismo dentro das organizações, dando mais visibilidade e centralidade ao tema no desenvolvimento de iniciativas com os diversos funcionários, terceiros, fornecedores, clientes, parceiros e comunidade. Concluímos que, para o combate do capacitismo é saber de sua existência. Como mencionamos no início do texto, muitas pessoas nunca tiveram contato com o assunto. Então, o primeiro passo é informar, esclarecer e divulgar conteúdo educativo sobre capacitismo e seus impactos na sociedade e no ambiente de trabalho, através de cartilhas, palestras, dinâmicas, vídeos e depoimentos. E também é importante conhecer ações e palavras que promovem esse ato de capacitismo.