Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 25/05/2021

Crisálida conta a história de jovens surdos que enfrentam os desafios de uma sociedade desenhada apenas para ouvintes. Foi a primeira série em libras do Brasil e aborda como a falta de representatividade na mídia e acessibilidade agrava ainda mais os desafios ao combate do capacitismo, ou seja, a discriminação de pessoas com deficiência.

A chamada “cripface” é uma produção midiática de uma pessoa com deficiência (PCD), utilizando-se de um ator sem ser portador de qualquer deficiência. Um exemplo foi a campanha feita para a paraolimpíada, onde a atriz Cleo Pires e o ator Paulo Vilhena foram modificados digitalmente para que aparentassem ter deficiência física. Neste caso, um atleta paralímpico seria melhor indicado para representar o universo dos portadores de necessidades especiais.

Além disso, cerca de 25% da população brasileira possui algum tipo de deficiência, de acordo com os dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A falta de acessibilidade é chamada de capacitismo estrutural, onde a sociedade idealiza que todos temos um corpo padrão, determinado como normal. Ao apresentar um modelo de propaganda sem tais limitações, obstáculos como ruas, transportes e prédios parecem ser incoerentes com a realidade.

Apesar de ao longo dos anos muitas políticas públicas, como a lei de cotas para PCD, estarem em ativa, garantindo um percentual de vagas em concursos e impressas privadas, temos muitos pontos a melhorar para o combate do capacitismo no Brasil. Essas melhorias mostram-se na acessibilidades de ruas, transportes e prédios. Portanto, cabe às prefeituras a fiscalização de tais melhorias e também às mídias a introdução de modelos e atores PCD.