Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 24/05/2021
É conhecida no meio digital a série “Atypical”, da Netflix, onde Sam é um adolescente autista que busca romance e independência. Entretanto, o jovem experencia desafios ao lidar com o preconceito praticado pelas pessoas ao seu redor. Comparando à sociedade brasileira, que adota condutas discriminatórias caracterizadas como capacitismo, é necessário que esse problema seja dizimado através da análise da origem do surgimento desse pensamento de desigualdade.
Conforme registrado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 6,7% da população nacional, visto como cerca de 14 milhões de brasileiros, possui algum tipo de deficiência. Apesar desse número expressivo, o tratamento desigual com a comunidade PcD (Pessoas com Deficiência) ainda ocorre em níveis absurdos e é necessária a mudança dessa situação, porém o comportamento preconceituoso muitas vezes é disfarçado e sutil, o que impede que a evolução desse pensamento ultrapassado ocorra com mais facilidade. Algumas expressões capacitistas são ouvidas cotidianamente e em uma linguagem mais informal, como “está surdo?”, “que mancada!” e, até mesmo ao dialogar com uma pessoa deficiente, é comum alguém se dirigir com uma postura de pena ou infantilização desse indivíduo.
É importante não só destacar as falas direcionadas à comunidade PcD, como também evidenciar o tipo de comportamento relacionado a isso. Por exemplo, em determinadas situações, cidadãos com deficiência passam por exames que exigem muito esforço físico e necessitam do apoio de uma cadeira de rodas após esses procedimentos. Segundo a criadora de conteúdo Luana Reinert, anticapacitista com fibrose cística (doença genética que prejudica o funcionamento das glândulas exócrinas), quando as pessoas a sua volta percebiam que a jovem conseguia se levantar da cadeira de rodas, ficavam surpresas. Acontecimentos semelhantes a esse são extremamente habituais na vida de indivíduos com deficiências ou doenças como leucemia e câncer, que também cansam o corpo facilmente e não conseguem andar por um certo período de tempo.
Destarte, para que as pessoas com deficiência não tenham que sofrer frequentemente com o capacitismo, faz-se urgente a necessidade de eventos presenciais e virtuais que dêem voz a esses indivíduos, visando explicar sobre a importância desse tema. O auxílio político torna-se essencial para que esses projetos presenciais realmente ocorram publicamente, podendo atingir até mesmo instituições de ensino, e que uma grande parte da população esteja atenta a essas informações.