Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 24/05/2021
O filme “Como eu era antes de você” retrata a vida de Will, um cadeirante, que se apaixona pela sua cuidadora, Louisa. O amor é recíproco, apesar das dificuldades de seu parceiro. Fora da alusão, o cenário brasileiro relaciona-se no contexto, entretanto, de uma maneira contrária da representada na obra, em razão do preconceito vivido por pessoas com algum tipo de deficiência. A falta de acessibilidade ofertada e a falha educacional sobre igualdade social tornam-se maiores os desafios do combate ao capacitismo no país.
Em primeira esfera, instruindo-se da carência de acessibilidade para deficientes, percebe-se a falta de preparo do governo para os mesmos. Segundo a ONU (Organização das Nações Unidas), 80% dos cidadãos nessa situação residem nos países em desenvolvimento e mais de 50% desses indivíduos não conseguem pagar por serviços de saúde. Diante do exposto, é facilmente perceptível que a situação agrava severamente a inserção social diária dos portadores de deficiência, até mesmo para os estudos, visto que, de acordo com dados do Censo Escolar, no Brasil, apenas 26% das escolas públicas são acessíveis às pessoas incapacitadas.
Outrossim, como dito anteriormente, o despreparo nas escolas para inclusão social é um grave óbice que tende a aumentar no panorama brasileiro, de modo que, 140 mil crianças e jovens estão fora da escola devido a deficiência, transtornos de desenvolvimento, autismo e superdotação no Brasil, de acordo com dados do Benefício de Prestação Continuada (BPC). E esse número aumenta gradativamente desde 2013, como ressalta dados da mesma pesquisa. Desta forma, torna-se fulcral pontuar que a falta de aprendizado sobre o assunto desde a infância agrava o preconceito contra esses indivíduos, principalmente na inserção no mercado de trabalho, visto que, sem embargo de, 24% dos brasileiros possuírem algum tipo de deficiência, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), apenas 1% deles estão inseridos no mercado de trabalho. Deste modo, é notório que a falta de comprometimento com a mudança dessa realidade abala a integração dos portadores de deficiência, assim transfigura-se primordial a aplicação de melhores condições para deficientes em todos os lugares públicos e palestras educacionais sobre o assunto.
Em suma, para reduzir o número de problemas relacionados ao capacitismo, o Governo Federal deve investir severamente em preparos, como rampas de acesso, barras para apoio, etc; para pessoas com alguma deficiência. Além disso, o Ministério da Educação, junto das escolas de rede pública e privada, deve capacitar todos os professores, durante sua formação, para ensinar deficientes auditivos, visuais e mentais. Somente assim o Brasil possuirá uma realidade igual a do filme “Como eu era antes de você”.