Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 24/05/2021
Fracos e incapazes, assim são classificadas as pessoas portadoras de deficiências, e junto com essa classificação vem o que é chamado de “capacitismo”, a discriminação contra deficientes. O corpo de um deficiente é sempre visto com maus olhares e subestimado pelo povo, o corpo do deficiente realmente podem atrapalhar sua vida e os outros ao redor?
A resposta é clara e rápida, não. O corpo pode até influenciar em algumas ações diárias e rotineiras, mas não vão impedir a pessoa de conseguir fazer essas tarefas, assim como no trabalho, onde é crime nos tempos atuais recusar uma pessoa por sua deficiência, classificada como o próprio capacitismo. E não precisamos tratar a superação para viver normalmente como um ato heróico, superestimando a pessoa no ponto máximo, isso também pode ser um ato de capacitismo, já que apenas por ser deficiente será exaltado, e existem inúmeros atos também considerados como capacitismo como xingar alguém com uma deficiência, por exemplo “autista”.
O capacitismo é bem comparável com o racismo, juntando o fato dos dois comumente serem rejeitados e subestimados apenas por serem como são, eles querendo ou não. Isso fica claro em uma pesquisa do IBGE de 2015 que informa que as pessoas com algum tipo de deficiência tem uma participação no mercado, o que correspondia a 0,8% do total. O capacitismo é implantado na sociedade desde o nosso nascimento, com os pais ensinando seus filhos a tratarem os deficientes com um carinho mais especial, o que é necessário em algumas vezes, mas que não pode ser abusado pela pessoa, que crescendo com esse pensamento irá subestimar o deficiente em toda vida.
Como dito anteriormente, é implantado em todos que os deficientes são pessoas que devem ser subestimadas, a solução é um tanto simples, trata-se de educação e inclusão. Apenas com o conviver iremos atribuir as pessoas deficientes como pessoas “normais”, tornando mais claro para as próximas gerações esse conceito.