Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 06/06/2021
Na série “Dark” é retratada a personagem Elizabeth que por ser deficiênciente auditiva é vítima de preconceito e questionamento de sua capacidade perante a sociedade. Paralelamente a isso, fora das telas, essa situação não está distante da realidade, já que cada vez mais há a necessidade de combate ao capacistimo na realidade nacional. Desse modo, cabe analisar causas como a má representação midiática e a falta de ensino.
Em primeiro lugar, é importante destacar que a falta de visibilidade correta nos meios de comunicação contribui para a manutenção desse problema. De acordo com a filósofa francesa Simone de Beauvoir, o mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles. Nesse sentido, é observável na realidade esse fenômeno, pois apesar de haver uma representação expressiva na mídia, não é feita de maneira correta, mostrando os deficientes sendo incapazes de realizar diversas atividades, ocorrendo assim a naturalização desse estigma. A título de ilustração, na pesquisa da Fundação Ruderman Family é constatado que na metade das séries de TV haviam personagens deficientes, porém na maioria dos casos eram retratados em um estado capacitista, comprovando infelizmente a má representação da imprensa.
Além disso, é pertinente uma melhora na qualidade de ensino sobre essa temática. Sob esse prisma, o político Joseph Goebells conceitua que uma mentira contada mil vezes se torna uma verdade. De forma análoga, os profissionais da educação repassam desinformação sobre a realidade dos deficientes para os alunos promovendo ainda mais o capacitismo, isso porque esses educadores não recebem preparo para a conscientização sobre esse assunto. Por conseguinte, perpetuando esse julgamento incorreto na sociedade. Logo, é inadmissível que essa problemática continue em razão da falta de capacitação dos profissionais.
Portanto, é evidente a necessidade de medidas para a resolução do impasse. Sendo assim, urge que o Ministério da Cultura, por meio de uma nova lei, crie padrões para a retração em mídias dos deficientes, evitando o capacitismo e aplicando multa em caso de descumprimento, a fim de acabar com o propagamento dessa problemática. Ademais, o Ministério da Educação, com cursos, deve ensinar os professores, abordando mais sobre o funcionamento do capacitismo, para melhorar a educação sobre esse tema. Assim, será possível que a ficção da série “Dark” não se torne realidade.