Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 25/05/2021

Hodiernamente, há muitas datas especiais no calendário brasileiro, porém, dia 21 de setembro, Dia Nacional da Luta da Pessoa com Deficiência, infelizmente, não está entre elas. Assim, mostra-se relevante pensar nos desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil uma vez que o culto à padronização corporal e a falta do anticapacitismo configuram as maiores problemáticas desse cenário.

De início, é notório destacar o culto à padronização corporal no Brasil. Isso porque a sociedade sofre a influência de novelas, revistas, propagandas, etc. que incitam a perfeição física como a ideal e o normal, fazendo com que as deficiências se tornem anormais aos olhos dos telespectadores e leitores desses meios. Entretanto, segundo o último levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2019, quase 25% dos brasileiros são deficientes, o que mostra a necessidade da quebra dos padrões de beleza.

Ademais, cabe ressaltar a falta do anticapacitismo no comportamento da população brasileira. Esse contexto envolve uma pessoa deduzir erroneamente que um indivíduo portador de alguma deficiência não é capaz de realizar determinadas ações por si próprio e tratá-lo como coitado e incapaz por ser deficiente. Sendo assim, torna-se urgente reconhecer que esse processo resultou na visão de incapacidade e anormalidade em deficientes.

Com o objetivo de minimizar o capacitismo, é dever do Ministério da Saúde implantar palestras instrucionais nas escolas por meio de profissionais na área de deficiências em geral para ensinar as crianças, desde o pré, que todos são iguais, mesmo na diversidade. Somente assim, a cultura de igualdade será cultivada nas gerações futuras e a passabilidade garantida aos brasileiros.