Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 25/05/2021

O princípio do Artigo 5 da Constituição Federal destaca que não existem distinções entre os indivíduos, garantindo assim, igualdade entre o povo, independente das capacidades físicas, sensoriais, intelectuais ou mentais de cada cidadão.

Os dados do Censo Escolar realizado pelo Inep, mostraram um recorde no número de matrículas de pessoas com deficiência (PCD) tendo passado de 46,8% (2007) para 87% (2019).

Apesar do bom resultado em relação ao número de matrículas, outra estatística também aferida pelo Censo, afirma que apenas 26% das escolas públicas possuem acessibilidade garantida aos portadores de deficiências.

Outrossim, é importante destacar que as PCD sofrem diversos preconceitos sob jugo da sociedade.

Observando as interferências existentes para o cumprimento dos direitos igualitários perante o povo brasileiro, medidas devem ser tomadas: para dar mais visibilidade no combate ao preconceito, seria de cunho empático reforçar a partir das mídias a solidariedade e igualdade aos debilitados; seja por meio de filmes ou séries, tendo como exemplo “extraordinário” ou “the good doctor”, tal como através de campanhas nas redes sociais, que atualmente são grandes fontes de informação e fortes formadoras de opinião.

Para extinguir a falta de inclusão nas redes públicas de ensino, cabe ao Ministério da Educação investir em adaptações e melhorias nas infraestruturas das escolas. Ademais, a criação de projetos de inclusão deveria ser implementada desde o início da formação educacional dos alunos.

Com a execução dessas sugestões, as pessoas com quaisquer tipos de deficiências, seriam mais incluídas na sociedade, reforçando a igualdade e fazendo jus ao Artigo 5 da Constituição, que declara de forma explícita que todos os brasileiros são iguais perante a lei.