Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 31/05/2021

A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê, em seu artigo 5º, o direito à igualdade, sem qualquer distinção, como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa o capacitismo, que é o preconceito e a discriminação contra pessoas com algum tipo de deficiência. Tal impasse tem como fermento a falta de políticas educacionais que abordem o tema e o ideal de estereótipo imposto pela sociedade.

Em primeira análise, é válido ressaltar que uma das principais causas do capacitismo é a insciência da população em relação aos deficientes. Dessa forma, inúmeras pessoas os consideram como incapazes, insuficientes e inferiores, e isso culmina na marginalização dessas pessoas, no aumento do preconceito e da discriminação. Assim, é de suma importância que esse prejulgamento em relação aos deficientes seja erradicado, e a melhor forma de combate-lo é por meio da educação.

Em segunda análise, é imprescindível destacar o estereótipo imposto pela sociedade como um dos responsáveis pelo preconceito aos deficientes. No século 19, era comum os “shows de aberrações”, os deficientes, por fugirem do estereótipo, eram usados para entreter a platéia e eram motivo de risadas apenas por suas diferenças. Felizmente, essa “feira de horrores” ficou no passado. Ademais, alguns traços dessa mazela ainda se faz presente, uma vez que muitos deficientes são vítimas de bullying. Ora, isso demonstra a negligência da sociedade em relação aos valores contemporâneos e a fragilidade dos vínculos humanos.

Portanto, medidas são necessárias para mitigar essa problemática. Para isso, o Estado deve, por meio de debates e verbas públicas, criar campanhas publicitárias educacionais, divulgadas em redes sociais e propagandas de TV, a respeito da necessidade do tratamento isonômico. Assim, o país alcançará o direito proposto no artigo 5 da Constituição Federal.