Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 09/06/2021
No início da Segunda Guerra Mundial, na Alemanha, indivíduos que tinham deficiência física eram executados pelo programa nazista, visto que eram considerados inúteis para a sociedade. Nesse contexto, o capacitismo, atualmente, perpetua o preconceito sofrido pelas pessoas com limitações físicas. Desse modo, a falta de conhecimento da sociedade sobre a realidade dos cidadãos com deficiência mais a carência da oportunidade de trabalho para esse grupo favorece para o agravo da descriminação.
Em primeiro lugar, conforme Paulo Freire, sociólogo brasileiro, o conhecimento ajuda o sujeito a entender à realidade na qual está inserido e, se necessário, buscar mudá-la. Contudo, a falta de educação social sobre a vida das pessoas com deficiência, ou seja, informar os cidadãos que esses indivíduos têm capacidade de cumprir o exercício de trabalho, por exemplo, dificulta a sociedade de entender a realidade desse grupo. Desse modo, os estigmas de que os sujeitos com deficiência física são incapazes de desempenhar funções no emprego continuaram a se perpetuar.
Ademais, Ricardo Ferraz, artista brasileiro, retrata em seus cartuns críticas sobre as problemáticas enfrentadas pelos cidadãos com limitações físicas no ambiente de trabalho, por exemplo. Sob essa ótica, mesmo com a lei de cotas, os indivíduos com deficiência encontram grandes dificuldades de oportunidade de emprego, pois segundo o IBGE, somente 1% dessa população está inserida no ambiente de trabalho. Dessa maneira, é evidente o ato de descriminação e a exclusão impostas a esse grupo.
Inferem-se, portanto, desafios para o combate do capacistismo no Brasil. Por isso, o Ministério da Educação, por meio de verbas governamentais, deve organizar palestras no ambiente escolar para a comunidade e alunos, com o objetivo de informar a sociedade que pessoas que têm deficiência são capazes de trabalhar, assim como qualquer outro sujeito, e conscientizar as pessoas sobre os preconceitos que esse grupo enfrenta no meio social. Espera-se, com isso, construir uma sociedade capaz de se relacionar com as diferenças e de romper com os pré- conceitos.