Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 20/06/2021

Na Grécia Antiga, o corpo considerado amplamente saudável era valorizado. Pessoas com deficiência(PCD) eram  vistas como incapazes de contribuir para a sociedade. Essa visão persiste até hoje na forma de capacitismo, que consiste na discriminação ou violência contra essa população. Isso se deve ao padrão de capacidade funcional e à dificuldade de acesso à educação.

A ideia de inferioridade do capacitismo está atrelada ao capitalismo. Nesse sistema, corpos que não produzirem com a mesma eficiência são prejudicados e marginalizados. Segundo dados da Relação Anual de Informações Sociais(RAIS), publicados pelo Ministério da Economia, menos de 1% de vínculos de emprego formal foram direcionados para pessoas com deficiência. A falta de acesso ao mercado de trabalho espelha como PCD são tratadas como inválidas dentro da sociedade. Em resumo, existe uma naturalização da divisão entre indivíduos capazes e incapazes de funcionar de determinada forma.

Além disso, os desafios de ingresso de pessoas com deficiência à educação é reflexo do capacitismo. Historicamente, as instituições de ensino segregaram PCD e pessoas sem deficiência(PSD), através de ensino especial e ensino regular. Essa prática resultou na dificuldade de inclusão nas escolas regulares, como a falta de rampas, professores que saibam libras e manual em braile para pessoas com deficiência visual. Em síntese, as barreiras de acesso ao estudo são fruto do preconceito contra essa população.

Em virtude do exposto, é necessário que a mídia e ONGs ligadas às questões socioculturais ajam em conjunto fazendo propagandas educativas sobre o capacitismo e a lei de cotas para deficiente e pessoas com deficiência, por meio de intervalos comerciais em horários de grande audiência, e assim, chegando a diminuição da discriminação contra esses indivíduos.