Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 21/06/2021
“A insastifação é o primeiro passo do progresso de um homem ou de uma nação”. A afirmação do escritor Oscar Wilde simboliza claramente os desafios para combater o capacitismo no Brasil, uma vez que a falta de incômodo social perante a essa discriminação, é o fato que reduz a capacidade de mudança no cenário social brasileiro. Nesse sentido, essa vicissitude tem origem inegável na negligência do Estado. Desse modo, entre os fatores que contribuem para essa conjuntura, destaca-se a deturpação midiática e a falibilidade educacional.
Em primeiro lugar, a manipulação midiática cristaliza o capacitismo no imaginário coletivo. Isso ocorre porque os veículos de comunicação estereotipam a imagem da pessoa com deficiência em prol de engajamento de público. De acordo com o escritor George Orwell, “a massa mantém a marca, a marca mantém a mídia, e a mídia controla a massa”. Esse reflexão retrata o deturpamento midiático na sociedade e a influência que essa instituição possui. Dessa forma, mídia intensifica o preconceito com os deficientes na sociedade, já que ridiculariza as condições desses indivíduos. Isso pode ser facilmente evidenciado nos programas humorísticos, que satirizam os deficientes com intuito de fazer comédia. Desse modo, contribuindo para o perpetuamento do capacitismo no corpo social.
Ademais, a falibilidade da escola gera a discriminação contra as pessoas portadoras de deficiências. Isso ocorre justamente porque o ensino segrega o deficiente dos demais alunos, assim gerando uma concepção de que o deficiente é diferente dos outros estudantes. Segundo o filósofo Émille Durkheim, a segunda forma de socialização de um indivíduo é na escola. Dito exposto, toda a forma de refletir e socializar, deriva-se, em grande parte, na escola, assim, o modo discriminado que um ser trata o deficiente foi influenciado pela sua formação acadêmica que, durante todo o processo, o ensino orientou a pessoa com deficiência de modo “especial”. Dessa forma, urgindo o capacitismo nesses espaços.
Fica evidente, portanto, que a dificuldade para o combate ao capacitismo no Brasil se origina na falibilidade estatal. Logo, para combater esse empecilho, faz-se necessário que o Governo Federal atue, por meio do Ministério da Cidadania, para institucionalizar o Plano Nacional do Combate ao Capacitismo, na qual realizara palestras elucidativas feitas por pessoas com deficiências nas escolas públicas, com intuito de reverter uma concepção estereotipada em relação aos deficientes. Além disso, dentro desse mesmo plano, o Governo Federal devera aplicar multas aos programas que utilizam a condição de um deficiente em prol de engajamento de público. Dessa forma, a nação brasileira estará caminhando para o progresso, como mencionado por Oscar Wilde.