Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 27/06/2021
Na Grécia Antiga, mais precisamente em Esparta, crianças nascidas com algum tipo de deficiência eram desprezadas e assassinadas. Similarmente, no Brasil atual, pessoas com decifiência sofrem discriminação ou violência, fruto do pensamento capacitista hegemônico. Assim, os principais desafios no combate ao capacitismo são: a corponormatividade e a falta de consciência sobre a inclusão.
Mormente, a corponormatividade deve ser vista como um impulssionador do problema. De acordo com pesquisas realizadas pelo núcleo de Psicologia da Universidade Federal do Pará (UFPA), mais de 30% dos entrevistados, ao menos uma vez, sentiu-se pressionado a ter um corpo que estava fora de seu alcance, seja por influência da Mídia, seja por por influência do meio em que estão inseridos. Logo, fica muito evidente que há consequências gravíssimas para quem sofre com esse tipo de pressão- tais como a depressão- advinda da corponormatividade, isto é, o padrão de corpo ideal acarreta lesões emocionais em pessoas que não se enquadram nele.
Outrossim, a falta de conscientização sobre a importância da inclusão contribui para a problemática. Segundo Hannah Arendt, quando uma atitude agressiva ocorre constantemente, os indivíduos param de vê-la como errada. Dessa forma, o desrespeito e a falta de consciência com pessoas que possuem algum tipo de deficiência cresce de forma legitimada, ou seja, já não são enxergados como algo pejorativo, pois foi normalizado na sociedade. Isso é percebido com descaso gorvernamental e midiático com o assunto, sendo tratado, na maioria das vezes como algo banal. Dessa maneira, é necessário reverter traços culturais que contradizem a importância da inclusão e promovam a igualdade entre os cidadãos.
Destarte, é necessário combater o capacitismo no Brasil. Portanto, é imprescindível que o Ministério da Educação e da Cultura (MEC), juntamente com as Mídias Sociais, criem peças publicitárias que visem desconstruir a visão útopica sobre corpo padrão, por meio de projetos difundidos virtualmente, principalmente nas redes sociais de grande circulação, tais como Instagram e Facebook, a fim de reverter traços culturais excludentes que contradizem a importãncia de integrar e constituir uma relação respeitosa com todos os indivíduos. Assim, ter-se-á uma amenização dessa mazela social.