Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 28/06/2021

No filme “Colegas”, da Netflix, três persongens fogem de um hospital para viverem uma aventura (correr pular, brincar…). Tal ação não seria classificada como aventura, se não fosse pela condição de deficientes físicos dos envolvidos. Fora da ficção, a prática de capacitismo compreende uma realidade presente na sociedade brasileira. Por essa razão, é preciso que sejam adotadas medidas que venham a erradicar essa prática. Porém, o grande desafio dessa empreitada é superar duas barreira: uma de cunho cultural e outra de ordem legal.

Em primeiro lugar, cumpre destacar que esses preconceitos contra deficientes está impregnado na mente da maioria das pessoas. Nesse sentido, a médica Isabel Maior menciona que uma das principais representações culturais do preconceito é a negação da autonomia da pessoa com deficiencia. De fato, quando alguém se dirige ao acompanhante de um cadeirante, por exemplo, para fazer uma pergunta sobre a vontade daquela pessoa, está duvidando da sua capacidade de decidir.

Em segundo lugar, é fundamental frisar que a falta de uma legislação punitiva daqueles que agirem com preconceito contra deficientes acaba contribundo para a perpetuação dessa prática. Por tanto, é necessário que seja criada uma norma para proteger tais pessoas, contudo, ela precisa ser fruto de uma ampla discussão e conscientização. Essa necessidade, nos dizeres do filósofo contemporâneo Jurgman Habermas, decorre do fato de que as normas só serão eficazes, se forem frutos de um consenso.

Assim sendo, é preciso derrubar as barreiras que sustentam o capacitismo. Para tanto, o Congresso Nacional deve criar uma lei que determine a realização de campanhas educativas, que devem ser veiculadas na TV aberta e, ao mesmo tempo, puna quem discriminar um deficiente. Dessa forma o capacitismo, em breve, será objeto apenas de obras de ficção.