Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 04/07/2021
O capacitismo é uma forma de preconceito, contra pessoas com algum tipo de deficiência, que por muito tempo foi normalizada na sociedade, já que esse é um tema ainda muito pouco abordado, inclusive, dentro das pautas sociais que hoje são muito presentes em debates nas redes sociais e em atos de manifestações, etc. Dessa forma, boa parte da população que não possui nenhuma deficiência e acaba não convivendo com essa discriminação direta, nem sabe de toda problemática que envolve esse tema e o quão prejudicial ela é, justamente por, muitas vezes, nem terem ouvido falar sobre.
Em primeiro lugar, é preciso entender que as pessoas com deficiência são vistas pela sociedade como incapazes e sua deficiência é vista como algo indesejado, triste e limitante. Sendo muitas vezes, inclusive, retratados na mídia dessa forma, o que contribui para a reafirmação desses estigmas preconceituosos e discriminantes, já que as mídias possuem grande influência sobre a sociedade por serem algo presente no dia a dia de todos. Um exemplo de como a mídia deveria representar pessoas com deficiência é a série médica americana “O bom doutor”, em que o personagem principal possui autismo e é apresentado na série como um dos melhores e mais competentes médicos do hospital. Nesse sentido, torna-se evidente a necessidade da desestigmatização acerca das deficiências e uma maior representatividade, da maneira correta, nas mídias sociais e televisivas.
Além disso, deve-se-se analisar como pessoas com deficiência são inseridas no mercado de trabalho. Por serem julgadas como limitadas, essas pessoas acabam sendo impedidas de frequentarem escolas regulares e faculdades, assim, acabam ocupando cargos de menor prestígio na sociedade, o que contribui para a reafirmação das crenças discriminatórias, uma vez que não se tem muita representatividade em lugares mais cobiçados pela sociedade. No filme americano “Fuja”, a protagonista é uma atriz que, assim como a personagem retratada, é paraplégica, o que não é muito comum no cinema, já que normalmente personagens deficientes são representados por atores sem qualquer deficiência. Sendo assim, torna-se evidente que até mesmo quando são os melhores profissionais para determinado cargo pessoas com deficiência não são colocadas como prioridade no mercado de trabalho.
Diante dos argumentos apresentados, faz-se necessário que escolas públicas e privadas promovam, por meio da verba destinada às atividades extracurriculares, debates e palestras sobre capacitismo, a fim de conscientizar a população desde a juventude sobre como esse preconceito enraizado na sociedade atual prejudica milhares de pessoas. Assim, o futuro da população poderá reverter esse cenário, fazendo com que haja igualdade entre as pessoas sem e com algum tipo de deficiência.