Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 28/06/2021
No livro ´´O Extraordinário´´ retrata a vida de Auggie, um menino que nasceu com uma deformidade facial, e os obstáculos, como a discriminação de seus colegas,enfrentados por ele diariamente.Embora seja uma obra de caráter ficcional, o enredo apresenta características semelhantes à atualidade, visto que o capacitismo é uma realidade preocupante no Brasil,que ocorre , ora pelo preconceito enraizado na sociedade, ora pelo ineficaz sistema de políticas públicas no país.
Primeiramente, é possível destacar que a estigmatização dos deficientes possui raízes históricas que datam a Idade Antiga , com em Esparta onde crianças recém-nascidas frágeis ou com alguma deficiência eram jogadas do alto do monte Taigeto a mais de 2.400 metros de altura por não estarem dentro do padrão físico adequado . Depois de séculos o Brasil ainda conserva a cultura do preconceito para com a pessoa deficiente que apesar de não ser descartada como os bebês espartanos o é segregada no mercado de trabalho, na escola e em outras esferas sociais. Logo, é inadmissível que as autoridades brasileiras não tomem providências em resposta ao retrocesso que o país vivencia.
Em segundo lugar, mesmo ao possuir políticas públicas para pessoas com deficiência, o Brasil ainda não é referência no que se refere à inclusão dos indivíduos com alguma necessidade especial.Segundo dados do jornal “Metrópoles”, apenas 0,5% do corpo discente do ensino superior é formado por pessoas com algum déficit, o que contrasta com o fato de o país ter cerca de 7% de sua população com alguma dificuldade física e psíquica. Logo, se nota que essas pessoas têm um grande potencial de serem marginalizadas na sociedade, sendo muitas vezes submetidas a subempregos e a péssimas condições sociais.
Fica explícito, portanto, a relevância do combate ao capacitismo no Brasil. Logo, o Congresso Nacional deve criar leis responsáveis por garantir um maior investimento nacional em elementos que facilitem a integração de pessoas deficientes, como a construção de pontos de acessibilidade a portadores de necessidades especiais, por meio da inserção dessa ideia nas diretrizes orçamentárias nacionais, visando ampliar a inserção social desse grupo.Da mesma forma,cabe ao Ministério da Educação, unir-se às secretarias municipais para trazer aos centros educacionais, palestras com o objetivo de conscientizar crianças e jovens quanto a importancia da inclusão social e como combater o capacitismo.