Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 29/06/2021

O capacitismo é um tipo de prática preconceituosa contra pessoas com deficiência, seja ela física ou mental. Essas ações definem que esses indivíduos não são capazes de socializar e realizar atividades comuns de uma sociedade, como trabalhar ou frequentar uma escola. Ademais, esse é um pensamento comum de muitos cidadãos brasileiros.

Nesse contexto, é importante ressaltar que esse processo de exclusão dos indivíduos deficientes existe desde a Grécia Antiga. Na cidade-estado de Esparta, as crianças com algum tipo de deficiência (física ou mental) eram entregues para o Estado e jogadas de um abismo. Isso ocorria porque Esparta era uma cidade militar, e considerava que os bebês que nasciam daquela forma, não eram fortes o suficiente e nem capazes de lutar.

Diante desse cenário, a filosófa Simone Beauvior disserta sobre o conceito de “Invisibilidade Social” criado em 1970. Esse conceito se relaciona com o fato das minorias sociais serem consideradas indiferentes na sociedade. Nesse sentido, trazendo esse conceito para o Brasil atual é possível notar que os indivíduos com deficiências são pouco inclusos na sociedade, visto que eles não são representados em filmes, tem escolas separadas e não conseguem se comunicar por libras, apesar de ser uma das línguas oficiais do país.

Portanto, é possível notar que as pessoas deficientes ainda não são tratadas de maneira correta na sociedade. Por isso, primeiramente é dever do Ministério da Educação (MEC), órgão responsável pela educação do Brasil, criar a possibilidade de deficientes estudarem em escolas que não sejam especiais, através da escolha do indivíduo, com o objetivo de obter uma maior inclusão. Além disso, o MEC também deve implantar as libras nas escolas, através da colocação dessa língua como matéria obrigatória nas escolas e faculdades, para obter uma maior socialização com os deficientes auditivos.