Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 28/06/2021

Segundo Albert Einstein, “é mais fácil desintegrar um átomo que um preconceito”. Um exemplo disso são as dificuldades que o Brasil encontra para combater o capacitismo. Nesse contexto, torna-se importante mencionar a indiferença social e a coisificação dos humanos como desafios desse combate. Assim, medidas devem ser tomadas para que todos sejam respeitados.

Nesse viés, a indiferença social da população brasileira é um empecilho para a luta contra a problemática. Isso ocorre, pois essa resulta em uma falta de empatia e de solidariedade entre os indivíduos, o que pode levar a preconceitos e discriminações, já que a dignidade e o respeito se tornam obsoletos. Dessa forma, o Papa Francisco, chefe máximo da Igreja Católica, afirma que a sociedade vive na globalização da indiferença, quase não há preocupação com o próximo. Logo, ao não se preocupar com os outros, as pessoas se tornam vulneráveis a essas ações movidas pelo ódio.

Outrossim, a coisificação dos humanos também impede o combate ao capacitismo no Brasil. Isso se deve ao fato de que assim como objetos, o indivíduo é descartável e precisa seguir um padrão, sendo corporal ou não, para ser valorizado. Nesse sentido, o filósofo Bauman destaca que com a coisificação dos indivíduos, as relações sociais se tornam frágeis, tornando possível o descarte e a exclusão. Dessa maneira, os brasileiros que não seguem certo padrão pré-determinado é discriminado e diminuído.

Destarte, é preciso tornar a desintegração do preconceito, capacitismo, possível. Para tanto, urge que o Ministério da Educação promova palestras nas escolas, através do direcionamento de verbas, sobre empatia e diversidade para que as próximas gerações não alimentem a indiferença social. Ademais, lojas de roupas, por exemplo, devem contratar modelos deficientes para quebrar a ideia do padrão corporal. Com isso, é esperado que o combate ao capacitismo se torne viável.