Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 04/07/2021
A série brasileira ”3%”, produzida pela netflix, apresenta ao público o personagem Fernando, que devido à sua deficiência motora, têm sua capacidade questionada por seus concorrentes. Embora de caráter fictício, essa obra se assemelha à realidade atual devido à alarmante presença do capacitismo. Logo, é necessário analisar os desafios para combater o problema em questão, sendo eles a falta de informação e a negligência do Estado.
Em primeira instância, é de suma importância ressaltar que a ausência de infraestrutura, devido a negligência governamental, perpetua a exclusão de pessoas deficientes. De acordo com a Constituição Federal de 1988, cabe ao Estado promover o bem-estar coletivo, dessa forma, é necessário assegurar segurança e mobilidade. Entretanto, ações a fim de cumprir esses objetivos não são concretizadas na sociedade brasileira, já que diversos portadores de necessidades especiais têm seus direitos limitados pela falta de recursos básicos, a exemplo de rampas para cadeirantes. Com isso, pode-se concluir que a negligência do Estado é um desafio porque contribui diretamente para a continuidade do capacitismo.
Além disso, é necessário relacionar a falta de informações com o preconceito contra pessoas deficientes. A disseminação de ideias generalistas, no que se refere às capacidades de pessoas com deficiência, contribuem com a criação de estereótipos. Em decorrência disso, a coletividade torna-se menos tolerante em relação às diferenças, o que favorece a formação de comunidades isoladas. Isso é um problema porque a falta de informação populacional sobre os métodos para integrar um indivíduo com deficiência na sociedade dificulta o combate ao capacitismo, que afeta a qualidade de vida de portadores de necessidades especiais.
Portanto, a fim de minimizar o capacitismo no Brasil, é necessário que o Ministério da educação em parceria com o Congresso nacional, responsável pelo poder legislativo, criem uma lei que torna obrigatório aulas sobre o tema nas escolas, dessa forma menos estereótipos serão formados. Além disso, faz se necessário que o Governo Federal, poder executivo, por meio do dinheiro dos impostos, invista em infraestrutura para pessoas portadoras de necessidades especiais, visando ampliar a inserção social do grupo.