Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 05/07/2021
O filme “A Teoria de Tudo” diz a respeito do astrofísico Stephen Hawking que teve que enfrentar muitos preconceitos para revolucionar a ciência contemporânea. Assim como ele, milhões de brasileiros precisam lidar com a inferiorização cotidiana por conta de suas deficiências. É evidente que o capacitismo promove uma vivência injusta e arcaica.
A princípio, é imprescindível citar que existe uma pré-concepção errônea de que pessoas que possuem deficiência são incapazes e acabam por ser tratados de maneira diferente. Esta diferença no tratamento é denominada como capacitismo, o ato de agir, pensar e falar de modo inferiorizado para com este grupo de pessoas que segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) são 24% da população. Ademais, é muito importante desenvolver um senso de perceber a capacidade de autonomia dos deficientes, para que eles possam se sentir integrados aos demais e mais livres dos pensamentos e olhares preconceituosos.
Ademais, as consequências do capacitismo podem ser sentidas na desigualdade, menores condições de trabalho, concomitante a falta de visibilidade. Isso ocorre pois os contratadores evitam funcionários deficientes sob a concepção de que eles são incapazes de exercer qualquer função. Isso acarreta em desemprego em massa, segundo o IBGE, apenas 1% dos 45 milhões de brasileiros portadores de debilidades estão no mercado de trabalho Diante do exposto, evidencia-se que os deficientes são cidadãos de papel, assim como na teoria do jornalista Gilberto Dimenstein, haja vista seus direitos negligenciados, garantidos apenas no papel e não na prática.
Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para solucionar esse impasse. Então cabe ao Ministério da Educação criar um projeto para a inclusão de discussões sobre capacitismo durante o ensino médio nas escolas brasileiras, com atividades que promovam a empatia para as pessoas com deficiências. Isso pode ser aprovado por um projeto de lei com finalidade de aumentar o bem-estar social, e finalmente tirar os direitos do papel para coloca-los em prática.