Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 02/07/2021

O Estatuto da Pessoa com Deficiência estabelece, o direito à igualdade de oportunidades e a não discriminação. Contudo, percebe-se na atual realidade brasileira, os desafios enfrentados no combate ao capacitismo. Mesmo com campanhas para conseguir visibilidade e discutir sobre as atitudes que caracterizam o capacitismo, é de conhecimento geral que o combate a esse tipo de preconceito está longe do fim. Visto que, o portador de deficiência é retratado em filmes e séries de maneira errada, além disso, em um contexto social ocorrer a exclusão de pessoas com deficiência, já que são vistas como incapazes.

De início, pode-se destacar a ideia enraizada na sociedade, que pessoas com deficiência são dignas de pena, e que não possuem capacidade de exercer certas tarefas. No filme ‘‘Meu nome é Rádio’’, lançado em 2003, é retratado a história de James, um jovem com deficiência intelectual, o jovem sofre com piadas e dúvidas de seu colegas sobre sua capacidade. Esse é um exemplo de filme que resume o personagem a sua deficiência, o que coloca o personagem como digno de pena, e até mesmo incapaz.

Vale lembrar, ainda, que no século 19, pessoas com deficiência participavam dos denominados, show de aberrações, um tipo de espetáculo onde essas pessoas eram exibidas ao público como entretenimento. Isso revela que, além da ideia capacitista, o diferente entre a maioria é tratado com medo e repulsa.

Desse modo, é preciso que o Estado tome providências para o combate à inferiorização de pessoas com deficiência. Para que os desafios no combate ao capacitismo sejam resolvidos, urge que o Estatuto da Pessoa com Deficiência organize e crie, por meio de fundos, campanhas, que garantam visibilidade a pessoas com deficiência e promovam seus talentos e trabalhos, assim pode-se desconstruir o capacitismo. Essa campanha além de promover o trabalho feito por pessoas com algum tipo de deficiência, pode também conscientizar a sociedade sobre atitudes capacitistas. Somente assim, será possível o combate ao capacitismo, a fim de garantir o direito a igualdade e não discriminação.