Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 04/07/2021

O longa Baby Driver, estrelado por Ansel Engort, retrata um piloto de fuga que sofre com uma perda parcial da audição. Ao longo do filme, em inúmeros momentos, o piloto sofre com preconceitos relacionados à sua deficiência. No Brasil, a realidade não se difere do longa, uma vez que portadores de deficiências físicas e mentais enfrentam preconceitos e estigmas negativos, que, muitas vezes, resultam na supressão de seus direitos como cidadãos brasileiros. Sendo assim, cabe uma análise acerca da problemática.

O “capacitismo” é o termo que caracteriza o preconceito com portadores de deficiências de qualquer natureza. Na sociedade brasileira, os deficientes são vistos como incapazes e dependentes, invalidando assim sua autonomia e seu intelecto. Por conta desse estigma, existe uma segregação entre portadores e não portadores que inicia-se desde a primeira infância, através das escolas voltadas apenas para o público “especial”, termo esse que também pode ser considerado capacitista. Tal segregação retroalimenta os estereótipos que se mantém fixos no imaginário popular.

Ademais, como supracitado, o termo “especial” é muitas vezes empregado ao se referir aos deficientes. Erroneamente, esse termo capacitista, generaliza as deficiências colocando-as em primeiro plano e desumanizando os seus portadores. O site da ONU (Organização das Nações Unidas), expõe um consenso entre os movimentos internacionais de pessoas com deficiência: todos querem ser chamados de “pessoas com deficiência”, e não por outros termos capacitistas que invalidam suas condições como indivíduos.

Portanto, a fim de combater o capacitismo no Brasil, é essencial que o Ministério da Saúde aja. O Ministério, responsável pela administração do setor de saúde no Brasil, deverá veicular propagandas que visem a humanização das pessoas com deficiência, para mudar o imaginário popular que é cercado de estereótipos e estigmas negativos. Além disso, o orgão deverá deixar claro o termo correto para designar tais indivíduos. Desse modo, o capacitismo no Brasil será combatido, resultando na inclusão das pessoas com deficiência no corpo social de forma integral.