Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 05/07/2021
No filme “Extraordinário”, inspirado por uma história real, vemos a vida de Auggie Pullman, um menino que nasceu com uma deformidade facial, e os desafios, como o bullying na escola, enfrentados por ele em seu caminho de inserção na sociedade. Com isso, nota-se a importância da inclusão de pessoas com deficiência, porém, no Brasil, essa ideia ainda mostra-se difícil de ser desenvolvida, já que o capacitismo se tornou um grande obstáculo a ser ultrapassado. A negligência do Estado e a grande presença de estereótipos são dois grandes fatores que colaboram para o agravamento da solução. Primeiramente, é importante notar que a ausência de atenção governamental em tópicos como a promoção de uma melhor qualidade de vida à deficentes, sustenta a exclusão desse grupo. Segundo o filósofo norte-americano John Rawls, o Estado precisa oferecer equidade no acesso a bens primários, como mobilidade e segurança. No entanto, tal comportamento não pode ser notado em meio a sociedade brasileira, dado que muitos indivíduos portadores de necessidades básicas especiais têm seus direitos básicos negados pela falta de recursos básicos, como por exemplo, rampa para cadeirantes. Com isso, tal comportamento pode ser considerado prejudicial por reforçar o capacitismo. Ademais, estereótipos relativos ao dia-a-dia de pessoas deficientes contribuem para a discriminação. Isso ocorre uma vez que a população é desinformada sobre como integrar um indivíduo com deficiência na sociedade de maneira correta, o que dificulta no combate ao capacitismo. Uma maneira de comprovar isso, é analisando ideias populares que associam a deformidade a uma doença que incapacita o outro. A presença deste tipo de pensamento em meio a população apenas reflete o desrespeito aos portadores de necessidades especiais.
Portanto, fica claro que são grandes os desafios no combate ao capacitismo, e que medidas devem ser tomadas para reverter essa situação. O Legislativo deve criar leis que garantam um maior investimento nacional em recursos que facilitem a integração de pessoas deficientes. Além disso, o Ministério da Educação deve investir na aplicação de aulas didáticas, lideradas por deficientes, visando a educação de jovens contra os estereótipos ligados às deformidades, formando uma geração mais consciente e, consequentemente, combatendo o capacitismo.