Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 05/07/2021
A luta pelos direitos das pessoas com deficiência teve uma importante conquista no anno de 2015: o Estatuto da Pessoa com Deficiência. O Estatuto busca garantir benefícios que reduzem a falta de acessibilidade e também apresenta medidas que possam aumentar a igualdade e inclusão social dessas pessoas. Entretanto, a legislação não basta para combater o preconceito e promover inclusão social. Assim, convém analisar a desinformação e a educação como significativas questões relacionadas ao capacitismo no Brasil.
Primeiramente, a falta de informações se torna um grande obstáculo para a resolução da problemática. Bem como, na Grécia Antiga, era comum executar recém-nascidos que apresentassem alguma deficiência por serem considerados inferiores e inúteis para a civilização. Observa-se que este preconceito possui raízes históricas e se prolonga até os dias atuais, e por falta de informações, muitos indivíduos continuam com o mesmo pensamento antiquado, em que associam a deficiência com a incapacidade. Sendo assim, é urgente e importantíssima a reformulação dessa postura da população.
Além disso, é inegável que a prática educativa é essencial para reverter esse cenário. Segundo o educador brasileiro Paulo Freire, a inclusão acontece quando se aprende com as diferenças e não com as igualdades. Considerando isso, é notório o poder de transformação presente no âmbito educacional, pois com um preparo voltado para o desenvolvimento de uma cidadania saudável com o respeito às pessoas deficientes, dentro das instituições de ensino, os cidadãos estarão menos propícios a tornarem-se indivíduos ignorantes e desrespeitosos. Diante disso, constata-se que a capacidade transformadora da educação, atestada pela óptica freiriana, é extremante importante para formação do caráter humano.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Logo, urge que o Estatuto da Pessoa com Deficiência em parceria com Ministério da Cidadania proponha a criação de uma lei que torna obrigatório que pelo menos 25% dos funcionários de empresas e atores de entretenimento sejam portadores de alguma deficiência, através de um projeto de lei entregue à Câmara dos Deputados, tal lei servirá para garantir visibilidade e oportunidades para pessoas com deficiência.