Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 07/07/2021
Independente da cultura ou época, sempre foi possível ver o capacitismo empregado fortemente na sociedade, seja por meio dos famosos “Shows de aberrações”, ou até mesmo na cultura indígena, as quais tribos canibais não praticavam a prática com portadores de deformidades. Assim, com esse fenômeno tão amplamente inserido no meio social, há dois grandes problemas que agravam ainda mais a situação: a representação do portador de necessidades especiais na mídia e a falta de acessibilidade.
Em primeiro plano, a mídia sempre retratou as deficiências ou como algo limitante, que surge como um enorme problema que deve ser superado com muito esforço e dedicação, ou como algo que fragiliza, que torna a pessoa extremamente frágil a todo tipo de situação. Desse modo, a população acaba assimilando essa imagem, que poderia ser alterada por meio de representações como no filme “Extraordinário”, o qual mostra uma criança deficiente vivendo feliz com si mesmo, sendo o único limitador dessa felicidade o preconceito que sofre.
Além disso, a falta de acessibilidade é um grande agravante do cenário, dado que torna a vida dos portadores da condição muito mais difícil em diversas esferas, sendo um grande exemplo disso a falta de rampas em lugares com escadas. Dessa forma, fica nítido o desleixo do estado em relação a essa parcela da população, uma vez que essa acessibilidade é um direito garantido na constituição.
Portanto, visto os fatos citados, o governo federal, juntamente com o Ministério de Infraestrutura, deve aumentar a democratização do acesso aos deficientes, por meio da implementação de rampas e pisos de demarcação tátil, os quais darão melhor acesso e segurança, e deixarão claro o quão capazes essas pessoas podem ser ao ter seus direitos garantidos. Assim, será possível alcançar o objetivo de mitigar o capacitismo, uma vez que o preconceito diminuirá e o acesso aumentará.