Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 09/07/2021

A civilização espartana, conhecida por ser uma referência militar dos povos gregos, tinha como hábito cultural  jogar de um penhasco toda criança que nascia com alguma deficiência. O Brasil, no século XXI, apresenta reflexos diretos desse preconceito ao negar o direito à igualdade a portadores de deficiências e praticar capacitismo, ou seja, exclusão e subestimação de pessoas, nesse viés, para combater tal restrição cabe analisar as causas da problemática e como a falta de representatividade valida á exclusão.

A princípio, o capacitismo fica oculto em frases e comportamentos, por exemplo, presumir que os diferentes são incapazes e inferiores. No filme americano “Extraordinário”, o protagonista nasceu com uma doença rara que modifica a sua condição facial e por essa razão os seus colegas de turma o consideram incapaz de aprender o conteúdo escolar e de participar das aulas e das atividades extracurriculares. Paralelo á ficcão, muitos jovens recebem restrições escolares por causa de sua condição física além de enfrentar dificuldades no mercado de trabalho mesmo com a Lei de Cotas que garante a sua inserção no convívio social.

Ademais, a falta de representavidade nas mídias sociais dificulta que o assunto seja discutido no âmbito coletivo. Segundo  o sociólogo Pierre  Bourdieu,  mídia foi criada para democratização, logo não deve ser convertida em instrumento de opressão, nesse contexto, a falta de atores e “influencers” com necessidades especiais na imprensa a falta de filmes que retratam o assunto com foco na inclusão, impossibilita que o assunto seja abordado e normalizado pelos brasileiros, tornando-se autocrático

Infere-se, portanto, que a comunidade deve mudar suas crenças limitantes. Por isso, compete ao Ministério da Saúde promover uma inclusão social, por meio de palestras para gerar conhecimento sobre o capacistimo e como evitá-lo. Cabe também ao Ministério Público promover uma penalização e fiscalização, por meio de leis, para quem ofender e discriminar os portadores. Assim, o objetivo de combater o capacistimo no país será alcançado.