Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 15/07/2021
Segundo a filósofa brasileira, Marilena Chauí, a democracia deve ser um sistema igualitário para todos, sem ações que prejudiquem um grupo em prol do outro. No entanto, esse sistema é dificilmente efetivo no que tange os indivíduos portadores de deficiência, visto que o capacitismo, designação dada ao preconceito em relação a assas pessoas, se da de forma avassaladora. Sendo assim, faz-se imperiosa a análise de fatos que favorecem esse quadro, assim como suas consequências.
Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater o problema do capacitismo. Nesse sentido, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística(IBGE), no Brasil, cerca de 25% de sua população possui algum tipo de deficiência. Sendo assim, é evidente que portadores dos diferentes tipos de deficiências como auditivas, visuais, paraplegias e amputações sofram com a falta de assistência no seu dia a dia, como até mesmo a limitação e redução de suas habilidades com a ideia de incapacidade.
Ademais, é fundamental apontar que mesmo que o conceito de deficiência seja polissêmico, tais portadores compartilham de sentimentos semelhantes, como por exemplo, a tristeza na dificuldade de arrumar um emprego, ou na falta de empatia em filas, assentos e locomoção. Diante de tal exposto, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, figura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não compre com sua função de garantir direitos indispensáveis aos cidadãos.
Portanto, algo precisa ser feito com urgência para amenizar a questão. Logo, cabe ao Governo Federal, por meio da fase infantil, assegurar e garantir o desenvolvimento tanto das crianças especiais, quanto das outras. Nesse sentido, é importante a inserção dessas crianças em todas as atividades da escola, assim como as maneiras em que as outras devem se comportar. Dessa forma, fará com que todos tenham acesso um com o outro desde cedo, aprendendo e entendendo suas capacidades e, consequentemente, as tornando normalidade no decorrer da vida.