Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 19/07/2021

É dever do Estado, conforme prevê a Constituição Federal de 1988, promover o bem-estar do portador de deficiência, assegurando condições dignas e igualitárias para sua inclusão social. Todavia, tal prerrogativa não é efetivada atualmente no Brasil, à medida que os deficientes são alvos de discriminação e violência. Quanto a isso, o principal obstáculo ao combate ao capacitismo é a naturalização do problema no país, o que favorece sua continuação.

Em primeira análise, o preconceito contra as pessoas com deficiência é normalizado no corpo social brasileiro. Exemplo disso é o extinto programa televisivo “Pânico na Band”, que explorava a condição de anões e de gagas para produzir quadros de comédia. Em razão de suas características, tais participantes eram expostos a situações vexatórias absorvidas sem resistência pelo público. Isso ratifica a vigente banalização desse tipo de discriminação na sociedade, na qual os deficientes são, naturalmente, tratados de forma subumana.

Por conseguinte, o enfrentamento do capacitismo é negligenciado no Brasil, uma vez que não se discute o problema com a devida importância. Nesse sentido, de acordo com o sociólogo alemão Georg Simmel, configura-se a “Atitude Blasé”, no qual os indivíduos agem com indiferença diante de ocorrências para as quais deveriam se atentar. Desse modo, o cenário hostil vivenciado pelos deficientes brasileiros é deixado de lado, o que faz com que o capacitismo continue a perdurar.

Depreende-se, portanto, que medidas são necessárias para combater a discriminação do portador de deficiência no Brasil. Posto isso, cabe ao Governo Federal, por intermédio da grande mídia, veicular campanhas elucidadivas sobre essa temática, a fim de dar visibilidade aos deficientes enquanto seres humanos normais e inspirar a empatia e o respeito a esse grupo social. Assim, a pessoa com deficiência estará mais próxima de gozar dos direitos e ela resguardados pela Carta Magna.