Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 22/07/2021

Cogitam-se com muita frequência atitudes capacitistas no Brasil, pautado na subestimação dos indivíduos com deficiência. Na série “Atypical” o adolescente Sam, possui autismo e almeja sua independência, mas sua mãe o enxerga como incapaz para seus planos. Nesse viés, vale ressaltar que esse preconceito vai além da ficção, pois a cultura do capacitismo está enraizada na sociedade, se tornando comum atualmente, entretanto essa ação causa um sentimento deprimente e limitado, fato que fere com a dignidade humana, faz-se assim, dessa minoria um grupo excludente.

Primordialmente destaca-se que os brasileiros possuem o hábito enraizado, de praticar o preconceito com deficiente, fato que corrobora para o aumento do capacitismo, tornando algo comum. Segundo uma pesquisa do IBOPE, 69% dos entrevistados em São Paulo, já sofreram algum tipo de discriminação, principalmente em ambientes de trabalho. Dessa forma, percebe-se que até mesmo no cotidiano, uma sociedade em si marginaliza certo grupo, e usa adjetivos de sua caracteristica como ofensa: “seu autista” isso é uma das práticas do capacitismo, que acaba  passando despercebido de quão grave se torna essa atitude, pois abala o psicológico e inferioza o homem, como se não possuíse aptidão.

Ademais, o Estado é grande parte responsável pelo preconceito de deficientes, pois a falta de acessibilidade e legislação vigente, não são efetuadas. Segundo o filósofo Thomas Hobbes, com  a percepção de “Harmonia Social”, é dever do Estado manter a igualdade para todos, contudo, pertinente ao conceito, destaca-se a falta de empatia com os deficientes que não possuem acesso a muitos lugares, ferindo com a dignidade humana, e fazendo dessa parcela da sociedade marginalizados.

Logo, cabe ao Estado fornecer mais acessos aos deficientes, por meio de investimentos em lugares públicos, e leis que obriguem a locais de entreterimento, a inclusão, por meio do Ministério da Economia, e o Legislativo, por fim, cabe a mídia divulgar campanhas anticapacitismo, para quebrar com essa hierarquização, dessa forma uma maior igualdade.