Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 29/07/2021
A Constituição de 1988, é composta por uma vastidão de preceitos progressistas, como por exemplo, a igualdade de direitos sociais. No entanto, o Brasil possui uma sociedade capacitista, ou seja, não enxerga uma pessoa com deficiência (PCD) como um ser humano normal, inferiorizando esse grupo social. Esse processo de inferiorização se dá pelo desconhecimento da sociedade em entender, e pela precariedade das cidades em atender essa população, tornando-os excluídos e marginalizados, o que impossibilita o exercício de seus direitos sociais. Diante da problemática, urge a necessidade de combater o capacitismo no Brasil.
É importante enfatizar que o conhecimento superficial acerca das limitações de PCD’s junto com a falta de estrutura das cidades contribuem para a permanência de uma sociedade capacitista. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, cerca de 7% da população apresenta algum tipo de deficiência. Embora seja um número expressivo, é notável a falta de convivência que a população tem com esse grupo, ocasionado pela retração dessa massa, devido aos preconceitos e exclusão social que sofrem, tanto por causa do desconhecimento que a maioria tem sobre suas dificuldades, quanto pelo não atendimento das necessidades em ambientes públicos. Assim, é evidente que tais fatores contribuem para a manutenção do capacitismo.
Em decorrência dessa desinformação e precariedade as pessoas com deficiência são marginalizadas e tratadas como incapazes. O filme “Hoje eu quero voltar sozinho” expressa a dificuldade a qual PCD’s têm de se inserir na sociedade e serem tratados como pessoas normais. A chegada do protagonista Léo a um tradicional colégio do Rio de Janeiro insere na comunidade escolar a pauta da inclusão: o garoto é deficiente visual, dessa forma, ele precisa lidar com o preconceito e a dificuldade de aceitação pela turma. Logo, é perceptível o despreparo da sociedade no que diz respeito à convivência com pessoas deficientes.
Portanto, fica evidente que o processo de inferiorização das pessoas com deficiência, conhecida como capacitismo, é um problema recorrente na sociedade brasileira e que há necessidade de ser combatido. Nessa lógica, é imperativo que mídias sociais e escolas trabalhem conjuntamente para suprir o desconhecimento sobre as capacidades e limitações de pessoas com deficiência, por meio de propagandas e palestras, com o fito de desconstruir estereótipos de inferioridade. Ademais, cabe às autoridades responsáveis pela infraestrutura das cidades dotar espaços públicos elaborados, visando a convivência dessas pessoas nesses espaços sem nenhuma dificuldade. Dessa forma, será possível aos cidadãos com deficiência viverem na prática a igualdade de direitos preconizados na Constituição. brasileira.