Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 03/08/2021

Segundo 7° artigo da Constituição Brasileira de 1988, todos são iguais perante a lei. No entanto, essa igualdade não é evidente na sociedade brasileira, já que existe um grande preconceito relacionado às pessoas com deficiência física, que nesse sentido, sofrem por serem tratadas como incapazes e fora dos padrões. Diante disso, são observados dois aspectos importantes: o preconceito da sociedade e a lacuna educacional.

Em primeiro plano, podemos destacar o estigma que é relacionado  aos deficientes, que por sua vez, são cidadãos comuns, porém taxados como incapazes por uma sociedade mal informada e que se recusa a abandonar a intolerância. Consoante a isso, o psiquiatra e pesquisador Augusto Cury escreveu: “As mentes são como cofres. Não existem mentes impenetráveis, mas sim chaves erradas”. Sendo assim são necessárias chaves corretas que venham mudar esse pensamento preconceituoso.

Em consequência disso, existe uma lacuna educacional  gritante, Já que as escolas não possibilitam a devida acessibilidade aos alunos e funcionários com deficiência, o que gera uma brecha maior para exclusão. Nesse contexto, outro ponto que se destaca é a inexistência de informações sobre doenças incapacitantes e suas causas, no âmbito escolar. De acordo com Immanuel Kant, o ser humano é aquilo que a educação faz dele, desse modo, uma educação deficitária é incapaz de produzir uma sociedade respeitosa e que valorize a todos.

Portanto, fica evidente a necessidade de medidas que venham conter o capacitismo no contexto do país. Por conseguinte, cabe ao Ministério da Educação, órgão responsável pelo plano educacional brasileiro, juntamente com a mídia, promover campanhas de conscientização que venham ser eficientes, por meio de palestras socioeducativas e propagandas televisivas, a fim de que esses pré-julgamentos e estereótipos errôneos não façam parte da realidade dos deficientes da nossa nação.