Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 06/08/2021
No filme Extraordinário, é retratada a vida de Auggie Pullman, um garoto que nasceu com uma síndrome rara, que causa uma deformidade facial, e os desafios enfrentados por ele durante o seu processo de inserção social. Nessa perspectiva, percebe-se a importância da inclusão de pessoas com deficiência. No entanto, no Brasil, essa ideia parece ainda não ser compreendida, já que muitos brasileiros são vítimas de preconceitos, por conta da definição de padrões estéticos e da discriminação em ambientes como trabalho e escola.
Primeiramente, é válido ressaltar que o preconceito com deficientes possui raízes históricas que influenciam a cultura social atual. Na Segunda Guerra Mundial, por exemplo, os alemães nazistas assassinavam qualquer indivíduo que possuísse alguma deficiência física ou mental. Contudo, mesmo que representem uma parcela pequena da sociedade, já que, segundo o IBGE, 24% da população brasileira têm deficiência, essas pessoas não são ouvidas e sofrem constantemente com as atribuições e ações indevidas que as inferiorizam, já que foram criados padrões estéticos imaginários, que são o objetivo de grande parte da sociedade.
Além disso, é notório que o preconceito é enraizado de forma hierarquizada, a julgar pelo tratamento dos indivíduos em escolas especiais e a limitação da expansão cultural. O julgamento na educação básica induz a incapacidade dos deficientes de se relacionar com outras crianças normais, o que afeta, com isso, o desenvolvimento intelectual de todos ao seu redor. Outrossim, isso afeta também, posteriormente, sua vida no mercado de trabalho, já que o deficiente não estará acostumado a se relacionar com outras pessoas e a maioria delas também não estará preparada para respeitar e conviver com o mesmo.
Logo, é necessário que sejam tomadas medidas para acabar com o capacitismo no Brasil. Para isso, sugere-se que o Ministério da Educação atue na aplicação de aulas didáticas, que desconstruam os estereótipos relacionados às deformidades, para evitar situações de preconceito semelhantes àquelas vivenciadas por Auggie. Ademais, o Congresso Nacional poderia criar leis responsáveis por garantir um maior investimento nacional em elementos que facilitem a integração de pessoas deficientes, como a construção de pontos de acessibilidade a portadores de necessidades especiais, a fim de dar voz às pessoas com deficientes e viabilizar a inclusão social.