Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 06/08/2021
Historicamente, a Segunda Guerra Mundial, ocorrida de 1930 a 1945, foi responsável pelo maior genocídio existente, executado por Adolf Hitler, devido à ideologia de superioridade branca. Assim, todos os indivíduos de diferentes etnias, sexualidade e estrutura física eram mortos, para a manutenção do Nazismo. Desse modo, os desafios para o combate ao capacitismo no Brasil refere-se a um novo ideal de superioridade, não relacionado à raça mas ao ideal de corpo padrão, que exalta de forma sutil, o preconceito relacionado à capacidade de exercer determinada função, espaço ou atividade.
A princípio, o avanço das mídias digitais após a Revolução Técnico-Científico e Informacional foi responsável pela transformação de preferências musicais, moda e corpos em mercadoria. Logo, a necessidade de lucrar acima de qualquer cultura fez com que o mercado estipulasse o corpo ideal para facilitar a produção e a venda de produtos. Portanto, corpos com deficiência física e mental não fazem parte do processo de inclusão ao mercado capitalista, transformando o modo como esses indivíduos são vistos -incapazes de exercer atividades em determinado emprego, de usufruir dos modismos do capital e de serem independentes-.
Nesse sentido, todo processo de padronização dos corpos é representado pelo grupo musical Pink Floyd, com a música “Another brick in the wall”, que significa “Outro tijolo na parede”. Essa obra retrata diversas crianças diferentes na escola e de acordo com a coerção do sistema educacional tornam-se exatamente iguais em pensamento e comportamento. Ademais, ao término do vídeo clipe todos estão em uma esteira mecânica indo em direção a uma máquina, que transforma todos em carne moída. Em resumo, todo ideal de superioridade e capacitismo é pautado na necessidade de manutenção da igualdade entre os indivíduos, não relacionado a classe social, mas sim ao comportamento e preferências -não incluindo os deficientes- a fim de promover o maior lucro ao sistema capitalista, pois todos os demais irão consumir dos mesmos produtos, finalizando e iniciando um ciclo, de acordo com o que estiver em alta no mercado.
Afinal, é imperioso para o combate ao capacitismo no Brasil que o Ministério da Educação institua palestras durante as aulas de filosofia, sociologia, artes e educação fisica para tornar consciente nos alunos a realidade de preconceito perante as diferenças físicas e mentais. Para isso, é essencial a presença de professores e convidados recém formados nas Universidades Públicas de cada região, para promover momentos de debate e reflexão entre os alunos. Somente assim, ocorrerá a modificação efetiva do capacitismo entre os jovens e posteriormente adultos, finalizando com o avanço do ideal de superioridade e de corpo padrão instituído socialmente pelo capitalismo.