Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 06/08/2021
Sob a perspectiva do sociólogo francês Émile Durkheim, em uma solidariedade orgânica, para haver harmonia, cada parte do corpo social teria de cumprir sua função, a fim de que não ocorra uma patologia social. Não obstante, quando se observa a deficiência de medidas na luta contra a falta de capacitismo no Brasil, verifica-se que essa visão é constatada na teoria e não desejavelmente na prática. Dessa maneira, é evidente que a problemática se desenvolve não só devido à negligência estatal, mas também a escassa importância social dada a esse assunto diante desse quadro medonho.
Em primeira análise, cabe analisar a ausência de medidas governamentais para combater a insuficiente capacitação em questão no Brasil. De acordo com o filósofo Thomas Hobbes, o Estado foi criado para assegurar os direitos dos indivíduos, eliminar condições de desigualdade e, assim, promover coesão social, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Nesse sentido, por causa da baixa operação das autoridades, o desleixo estatal com esse âmbito vem cada vez sendo maior e mais contestável, trazendo consequências como a falta de acessibilidade de cadeirantes a locomoções públicas, difícil alcance de pessoas portadoras de deficiência a locais públicos e privados, tornando a vida dessa classe mais árdua e complicada, além de também de se sentirem excluídos e largados pelas autoridades.
Ademais, por parte da sociedade a apertada importância dada pela nação verde-amarela a esse empecilho também pode ser apontado como promotor do problema. De acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 6,7% da população brasileira têm algum tipo de deficiência. Partindo desse pressuposto, percebe-se que uma alta taxa da população passa por esse estorvilho, o que não é enfatizado e destacado pela nossa atual multidão brasileira, o que gera juntamente com a falta de apoio governamental, uma grande bolha de embaraços a esse setor, criando descuido e atabalhoação nessa seção, produzindo um sentimento de afoitamento e displicência a os habitantes dessa classe de pessoas. Destarte, tudo isso retarda a resolução dessa barreira.
Depreende-se, portanto, que é imprescindível a mitigação dos obstáculos para combater a pouca capacitação no Brasil. Assim, o Tribunal de Contas da União deve direcionar capital que, por intermédio do Ministério do Desenvolvimento Regional, será revertido em auxílio e ajuda a os portadores desses déficits, através de projetos e programas públicos de fácil acesso, uma vez que com essa beneficência esse campo tenha maior facilidade em seu modo de vida, como também haja maior respeito e carinho com esse domínio, com o objetivo de criar maior satisfação, gerar maior investimento e consagração a esse agrupamento. Dessa forma, poder-se-á diminuir, gradativamente, essa patologia social do Brasil prevista na teoria de Durkheim.