Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 14/08/2021

Segundo a Declaração dos Direitos Humanos, todos os cidadãos são iguais em dignidade e em direitos. Entretanto, ao considerar o cenário do capacitismo no Brasil, e como tal problema prejudica o desenvolvimento de pessoas com deficiência, depreende-se que essa garantia não está sendo cumprida, já que ainda persiste a falta de acessibilidade em vias públicas e o preconceito contra deficientes.

Primeiramente, é importante destacar como a acessibilidade escassa nas cidades corrobora o problema do capacitismo. De acordo com a socióloga Thaís Frota, “se o ambiente não fornece condições adequadas a todos os cidadãos, ele torna-se ineficiente”, ou seja, ao negligenciar a mobilidade em vias públicas dos indivíduos com algum tipo de deficiência, o Estado não está providenciando um espaço acessível a todos. Como prova disso, a pesquisa realizada pelo IBGE aponta que apenas 4,6% das vias urbanas do Brasil possuem rampas de acesso. Isso demonstra, portanto, como existe ainda um longo caminho a ser percorrido, no que tange à inserção de todos os cidadãos na sociedade de forma justa e igualitária.

Ademais, o preconceito sofrido por indivíduos com deficiência também contribui para a questão do capacitismo. Como exemplo, pode-se citar o filme norte-americano “Extraordinário”, o qual retrata um garoto, vítima de atos preconceituosos realizados pelas crianças da escola, devido a uma deficiência genética rara, que provoca deformidade facial, sendo que os alunos constantemente provocam o menino, relatando como seu rosto causa medo e estranhamento. De maneira análoga à ficção, na sociedade brasileira atual, não são raros casos nos quais crianças e adultos deficientes sofram com o isolamento imposto a eles em ambientes onde frequentam, já que muitas pessoas possuem a ideia errônea de que portar uma deficiência seja sinômino de vergonha, e no caso do filme “Extraordinário”, algo assustador e medonho. Desse modo, promover ações que garantam maior inclusão e respeito a esses indivíduos torna-se inevitável.

Logo, são vitais políticas para a reversão do problema. Portanto, o Ministério da Educação, por meio de parcerias com as escolas de todo o país, deverão instaurar nessas instituições de ensino palestras e rodas de conversa entre os alunos, acerca dos diversos tipos de deficiência existentes, encorajando também os estudantes portadores de alguma a compartilharem suas experiências, a fim de proporcionar o máximo de informações às crianças e aos jovens sobre a importância de se defender o acesso e a inclusão social a todo e qualquer cidadão. Assim, a garantia prevista pela Declaração dos Direitos Humanos poderá ser cumprida.