Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 19/08/2021

Na antiguidade, espartanos se desfaziam de crianças que nasciam com deficiência física, acreditando ser incapazes de realizar funções sociais e principalmente, militares. Do mesmo modo, na sociedade atual, o preconceito limita a capacidade de pessoas que possuem algum tipo de deficiência física ou psicológica. Entretanto, é importante não somente formar profissionais qualificados e conscientes (para que o tratamento seja o mesmo para todos os cidadãos), mas também, incluí-los em atividades coletivas como escolas, esportes e artes, contribuindo para o conhecimento e respeito das demais pessoas sobre o assunto, e consequentemente, garantir a inclusão.

Em primeira análise, o filme “Extraordinário” conta a história de Auggie Pulman, um menino que por conta de uma síndrome rara que interfere em sua aparência, teve durante um bom tempo seu aprendizado restrito em casa. No entanto, passou a frequentar a escola, tendo sua capacidade e inteligência questionadas pelos amigos em razão ao preconceito com a deficiência. Desse modo, crianças brasileiras também possuem dificuldades na inclusão, tendo em vista que, os professores não possuem na maioria das vezes, especialização tanto na área escolar e em atividades extracurriculares, como por exemplo, não falam em LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais), o que dificulta a aprendizagem e comunicação dos surdos.

Em segunda análise, os jogos paralímpicos demonstram grandes atletas que não são limitados por suas condições físicas. Porém, as crianças que já possuem dificuldades em adaptação na área escolar, por falta de eficiência da integração, podem acabar não participando de atividades físicas e artísticas pela mesma problemática. Ademais, exemplificando, é preciso atentar-se para pessoas que não nascem deficientes, mas tornam-se devido a algum acidente, como demonstrado no filme “Como eu era antes de você” Will Traynor sofre um acidente de carro e torna-se paraplégico . Por isso, sente-se incapaz de viver e realizar seus sonhos, preferindo então, não continuar vivo. Logo, a ideia de que ser uma pessoa deficiente é ser uma pessoa incapaz, dependente e insuficiente é resultado do capacitismo.

Portanto, as escolas em parceria com o MEC devem abordar o tema em atividades pedagógicas e também, tornar obrigatório a aprendizagem em cursos superiores sobre os mecanismos de inclusão e respeito aos deficientes físicos, porque a educação deles não deve ser baseada somente no sistema de cotas para adentrar a faculdade, mas também na comunicação e vivência do dia a dia em todas as áreas da vida.