Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 23/08/2021

O filme “De Onde Vem a Esperança” retrata um jovem com Síndrome de Down e o preconceito que ele enfrenta por trabalhar em um supermercado sendo portador de deficiência. Assim como na obra cinematográfica, o capacitismo, ou seja, a discriminação contra deficientes, é uma realidade no Brasil. Segundo o G1, o país possuí cerca de 20% da população com alguma deficiência. Embora esses indivíduos esperam ser inseridos no âmbito social e profissional assim como qualquer outro cidadão, o preconceito da sociedade e a negligência governamental são fatores que aumentam a questão do capacitismo no Brasil.

Diante desse cenário, a discriminação da sociedade agrava o cotidiano do indivíduo com deficiência. Por exemplo, conforme o G1, em São Paulo, um jovem chamado Dalton de Toledo não conseguiu utilizar o ônibus, pois o motorista se recusou a deixá-lo utilizar a rampa para ele poder embarcar. Esse ato, assim como qualquer outro como ele é inadmissível, pois além de constranger o cidadão, viola a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, a qual garante os direitos dos deficientes para exercer ações básicas diárias.

Além disso, a negligência do Governo é outro importante fator que agrava o capacitismo no Brasil. Ao invés de garantir a acessibilidade dessas pessoas, os integrantes governamentais também reproduzem falas de intolerância contra esse grupo. Por exemplo, segundo o g1, o Ministro da Educação, disse que “os portadores de deficiência atrapalham o aprendizado de outros alunos”. E ao invés de sugerir mais inclusão social para deficientes nas escolas, o Ministro propôs que fossem criadas salas só para deficientes, de modo a separá-los do resto dos alunos. O que também desrespeita a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, visto que ela garante a integração desses indivíduos na sociedade.

Portanto, é dever do Estado criar e fiscalizar leis que garantem um bom ambiente escolar, familiar e profissional aos portadores de deficiência. Por meio de punição para aqueles que desrespeitarem os direitos dessas pessoas. De modo que não acoberte os praticantes de tal alto, sejam eles figuras governamentais ou não. Espera-se com isso reduzir o impacto do capacitismo no país.