Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 26/08/2021

De acordo com o Artigo 88 do Estatuto da Pessoa com deficiência, é crime a prática de descriminação em razão da deficiência. No entanto, a realidade se mostra de modo distinto ao que a lei assegura.Embora sejam todos iguais perante a Constituição, o preconceito direcionado a tais pessoas é ainda muito presente na sociedade contemporânea. Não só a esteriotipização, como também a falta de representatividade desse grupo, corroboram a acentuação de comportamentos sociais capacitistas.

Em princípio, cabe analisar o papel histórico na construção de esteriótipos presentes na atualidade. No Período Clássico grego, por exemplo, deficientes eram vistos como inválidos e insignificantes e , por isso, eram deixados para morrer. Nesse sentido, ainda hoje a invalidez e inferioridade é associada a essas pessoas, levando a prejuízos profissionais e sociais, tais como a dificuldade de inserção no mercado de trabalho e o preconceito. Tal esteriótipo se mostra determinante na marginalização dessa parcela populacional, que , segundo dados do IBGE, representa um quarto da população brasileira.

Ademais, a ideia de exclusão é reforçada pela falta de representatividade de pessoas com deficiência. O filme " Como eu era antes de você" retrata a vida de um jovem após ficar tetraplégico em decorrência de um acidente, trazendo à televisão o debate dessa pauta. Entretanto, a escolha de um protagonista que não era, de fato, privado de movimentos corporais gerou revolta e críticas drirecionadas à obra. Nesse contexto, observa-se que exite uma discrepância de oportunidades, na qual, pessoas consideradas “normais” pelo atual padrão corponormativo é, na maioria das vezes, favorecida.

É perceptível, portanto, o papel determinante dos esteriótipos e da falta de representatividade como reafirmadores do pensamento capacitista. Para combater tal situação, faz -se necessário que o Ministério da Educação- orgão responsaável por gerir e prover políticas públicas educacionais- em parceria com o Governo Federal, promova a conscientização, através de palestras e propagandas televisivas em horário nobre, acerca do capactismo e da real capacidade de pessoas com deficiência . Assim, com maior informação, a sociedade estaria melhor preparada para combater o preconceito direcionado a quaisquer tipos de deficiência.