Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 30/08/2021

Na série de tv americana “atípica”, o protagonista Sam é um adolescente que frequenta o ensino médio e quando ele decide que quer uma namorada, a maioria das pessoas ao seu redor acham aquilo uma perda de tempo e além do mais, as meninas não o veem como um parceiro em potencial. Saindo do contexto ficcional, a sociedade brasileira se encontra como aquela da série: pregando muitas vezes um discurso capacitista de que uma pessoa com deficiência não é capaz de algo. Como exemplo disso temos a falta da representatividade na mídia e a falta de visibilidade nas escolas.

Em primeira análise, as pessoas com deficiência não apresentam o espaço na mídia por conta do capacitismo. Vemos que ao assistirmos uma novela / filme com pessoas com deficiência, tais pessoas não são vistas como uma pessoa apta a um relacionamento amoroso/um parceiro. A blogueira “Suh” dona do Instagram “Onerdeacadeirante”, conta em um de seus vídeos que ao ser pedida em casamento, muitas pessoas mandaram mensagens pra ela perguntando como ela iria se casar sendo uma cadeirante. Isso nos mostra que somos acostumados a ver uma pessoa com deficiência e tirar sobre sua vida pessoal, como não poder se casar, morar sozinha, etc. Se a mídia desse espaço a casos como esse, não seria tão “chocante” ver uma cadeirante se casando.

Ademais, o capacitismo também se encontra nas escolas, quantas vezes já ouvimos “só pode ser autista” após a pessoa fazer um comentário taxado como errado? Trata-se do capacitismo enraizado na sociedade. Por falta de educação nossos jovens proferem frases como essa. De acordo com Paulo Freire “A educação não transforma o mundo. Educação muda pessoas. Pessoas transformam o mundo ”. O caminho para uma sociedade contra o capacitismo começa nas escolas, na qual as crianças no dia a dia a vão ser ensinadas que uma pessoa com deficiência é capaz de se relacionar amorosamente, de morar sozinha, de construir uma família, ter uma profissão, entre outras coisas.

Como vimos, há caminhos para se combater o capacitismo na sociedade brasileira. Para isso, é necessário que as emissoras de TV ajam trazendo mais visibilidade a causas de pessoas com deficiência, por meio de novelas sem capacitismo, como um casal em que uma das pessoas é autista. E assim, transformando a mente das pessoas através do que assistem. Cabe também ao MEC (Ministério da Educação) realizar palestras em escolas  combatendo frases e pensamentos capacitistas. Logo, deixaremos de ser uma sociedade como a que Sam vive e passaremos a ser uma sociedade anticapacitista.