Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 28/10/2021

No livro “Feliz Ano Velho”, Marcelo Rubens Paiva documenta o processo de aceitação e de adaptação da sua nova realidade de tetraplégico e a influência do capacitismo na sua vida. Essa forma de preconceito tem como desafios para serem superados a desconstrução da incapacidade associada à deficiências e a exclusão dessa minoria na sociedade.

Em primeira análise, o capacitismo é uma construção social. Diante disso, é comum a mentalidade que reforça a deficiência em detrimento do indivíduo, mediante um padrão de vida e de saúde. Contudo, cada pessoa, deficiente ou não, possui suas singularidades e nada impede a projeção do indivíduo no mundo, nem nada o torna insuficiente. A condição de surdocega de Helen Keller, por exemplo, não a impediu de se tornar escritora e de ser a primeira pessoa com essa caracteristica a cursar uma faculdade. Logo, a ideia de incapacidade ligada a essas pessoas é disfuncional.                                                                                                                                                                  Ademais, a exclusão social dos deficientes foi estruturada por essa mentalidade e implica problemas no cotidiano das pessoas. Vale resaltar, nesse contexto, a falta de igualdade de oportunidades na formação acadêmica e no mercado de trabalho, a falta de representatividade positiva nas mídias e de acessibilidade em lugares públicos. Contudo, o Artigo 5 da Constituição de 1988 afirma que “todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza”, assim, urge, garantir esses direitos sociais para a comunidade.

Portanto, com o objetivo de superar os desafios do combate ao capacitismo no Brasil, cabe ao Ministério da Educação disponibilizar material adequado, em vídeo ou apostila, para que as escolas primárias consigam trabalhar, de forma obrigatória, a importância de romper com o preconceito, com efeito, a mentalidade coletiva irá mudar e fará diminuir a invisibilidade dos deficientes na sociedade. Também, é indispensável que as prefeituras municipais conheçam a população nesta condição e providenciem apoio de acordo com as necessidades dela, assegurando,  desse modo, o definido pela Constituição.